Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Os deputados democratas Pramila Jayapal e Jonathan L. Jackson pediram o fim das sanções contra Cuba após uma visita de cinco dias à ilha. Em um artigo publicado no The New York Times, intitulado “O que vimos em Cuba nos chocou“, os parlamentares afirmaram que o impacto das medidas coercitivas dos EUA é devastador e desumano, e que, se a situação atual no país caribenho fosse conhecida, os cidadãos norte-americanos exigiriam o fim imediato dessa política.

Durante a visita à ilha, membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados observaram uma deterioração crítica em setores sensíveis, como a saúde pública. Eles relataram que, devido ao endurecimento das sanções entre 2018 e 2025, a taxa de mortalidade infantil em Cuba aumentou 148%.

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Como exemplo da crise, descreveram a situação em uma maternidade em Havana, capital de Cuba, onde o embargo econômico impede a importação de peças de reposição essenciais para o conserto de equipamentos médicos vitais, como incubadoras.

Jayapal e Jackson também denunciaram o bloqueio energético, que tem sufocado a economia cubana há meses. Eles explicaram que os carregamentos de petróleo bruto estão sendo prejudicados, gerando temor entre as nações de que seus petroleiros sejam apreendidos em águas internacionais pelas forças armadas dos EUA.

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Segundo os congressistas, essa restrição ao fornecimento de combustível constitui um ataque econômico contra a infraestrutura básica do país, concebido para impor uma punição coletiva à população civil cubana.

Congressistas dos EUA denunciam efeitos desumanos do bloqueio contra Cuba
Enrique Atiénzar Rivero / Fotos Públicas

Em sua avaliação da viagem realizada em abril deste ano, os representantes observaram que essas medidas desafiam o direito internacional e os princípios da soberania e da não intervenção. Eles alertaram que o bloqueio também prejudica os próprios norte-americanos, ao impedir o comércio agrícola e o acesso aos avanços biotecnológicos cubanos para o tratamento de Alzheimer e câncer de pulmão.

Por fim, defenderam o retorno ao estágio de reaproximação diplomática ocorrido durante o governo de Barack Obama (2009-2017).

A crise energética em Cuba, produto da ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 29 de janeiro, que ameaça impor tarifas sobre produtos de países fornecedores de petróleo para a maior das Antilhas, foi agravada por um novo ataque em 1º de maio , quando o ocupante da Casa Branca recorreu novamente à ordem executiva e ao argumento de que a ilha representa uma suposta ameaça para impor mais sanções.

As novas medidas coercitivas visam mais entidades e pessoas em Cuba, especialmente setores estratégicos como mineração, serviços financeiros e energia.