Quinta-feira, 16 de abril de 2026
APOIE
Menu

O governo de Cuba afirmou nesta quinta-feira (05/03) ter realizado avanços na investigação sobre a tentativa de infiltração armada no litoral da província de Villa Clara, no centro do país. Em 25 de fevereiro, exilados cubanos  chegaram em uma lancha, fortemente armados, abrindo fogo contra a patrulha da guarda costeira local.

Em meio ao tiroteio, quatro pessoas foram mortas, além de um comandante da patrulha cubana. Seis tripulantes  foram detidos e estão sendo investigados por tentativa de infiltração armada com fins terroristas. Os agressores vestiam roupas camufladas e a embarcação, registrada na Flórida, foi apreendida com 13 fuzis, 11 pistolas, cerca de 13 mil cartuchos de munição e equipamentos táticos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério do Interior de Cuba (MININT) afirmou que “as ações especializadas e investigativas que permitirão o esclarecimento completo dos fatos, bem como o envolvimento de cada um de seus autores, estão avançando”.

Os detidos já prestaram depoimentos e as declarações “reforçam as provas contra eles”, afirma o texto. O MINICT também aponta “a participação de outras pessoas baseadas nos Estados Unidos”.

Mais lidas

Cuba avança em investigação sobre infiltração armada com fins terroristas
Governo Cubano / Facebook

Histórico de ações violentas

No dia seguinte às prisões, o governo cubano informou o nome dos detidos, acrescentando tratar-se de um grupo de exilados antigoverno residentes nos Estados Unidos. Dois deles já eram procurados por planejar ações contra o país e a maioria, sustentam as autoridades cubanas, possui histórico conhecido de atividades criminosas e violentas.

Amijail Sánchez González e Leordan Enrique Cruz Gómez estavam na lista de suspeitos de terrorismo do governo cubano. Os demais detentos são Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castello, Cristián Ernesto Acosta Guevara e Roberto Azcorra Consuegra.

Um dos envolvidos, Roberto Álvarez Ávila, morreu no dia 4 de março, em decorrência dos ferimentos após o tiroteio. Também foi detido o cubano Duniel Hernández Santos, suspeito de ter viajado dos Estados Unidos para receber os tripulantes. A nota afirma que todos os feridos detidos continuam recebendo assistência médica especializada.

Cooperação dos EUA

No comunicado, Havana ressalta que “desde o início [das investigações], as autoridades cubanas mantiveram comunicação oportuna com os equivalentes dos Estados Unidos”. Em 2 de março, as autoridades norte-americanas transmitiram, por meios diplomáticos, “a disposição em cooperar plenamente na investigação”, o que pode incluir “troca de informações, evidências e outras ações conjuntas”, acrescenta o texto.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba também destacou, em nota separada, que “dada a gravidade dos fatos e a ameaça que o terrorismo representa não apenas para Cuba”, as autoridades nacionais “consideram um dever cooperar reciprocamente no confronto com essa praga perigosa para toda a humanidade”.