Cuba chama Marco Rubio de ‘mentiroso’ por negar existência de bloqueio petrolífero dos EUA
Chanceler cubano disse que fala do secretário de Estado norte-americano, que atribui crise energética à suposta má gestão interna, contradiz ações concretas de Trump
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, disse que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, “simplesmente optou por mentir” ao negar a existência de um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos contra a ilha caribenha e atribuir a crise energética à alegada má gestão nacional.
“Algumas horas atrás, o Secretário de Estado afirmou que não há bloqueio de petróleo em Cuba. Ele simplesmente escolheu mentir. Isso contradiz o presidente e a porta-voz da Casa Branca”, escreveu o chanceler cubano em sua conta do X.
Hace unas horas, el Secretario de Estado afirmó que no existe un bloqueo petrolero a #Cuba.
Ha optado sencillamente por mentir. Contradice al Presidente y a la Vocera de la Casa Blanca.
La realidad es inocultable: el 29 de enero de 2026, su Presidente firmó una Orden Ejecutiva… pic.twitter.com/FRd1aEMRif
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) May 5, 2026
Às vésperas de uma viagem ao Vaticano para abordar temas sobre a América Latina com o papa Leão XIV, na terça-feira, Rubio declarou que “não há um bloqueio petrolífero sobre Cuba em si”.
“Cuba estava acostumada a receber petróleo grátis da Venezuela. E pegavam 60% desse petróleo e o revendiam em troca de divisas”, afirmou o diplomata norte-americano. “O único bloqueio que aconteceu é que os venezuelanos decidiram […] que não vão mais dar petróleo de graça, e menos ainda a um regime fracassado”.
Em seu pronunciamento, Rodríguez desmentiu a declaração ao lembrar que, em 29 de janeiro, o mandatário norte-americano Donald Trump assinou uma ordem executiva que “ameaça todos os países com tarifas caso exportem combustível para Cuba”, o que levou a “apenas um navio de combustível ter chegado a Cuba em quatro meses”.
A autoridade se referiu ao navio-petroleiro russo Anatoli Kolodkin, enviado pelo governo de Vladimir Putin em 31 de março. Tratou-se do primeiro e último navio que atracou na ilha desde o cerco imposto por Washington. Foram, ao todo, 100 mil toneladas de petróleo bruto que, nos dias seguintes, passaram a ser refinados no país.
Em sua publicação, o ministro cubano também denunciou a recente ordem executiva, assinada por Trump em 1º de maio, que “estabelece sanções secundárias no campo da energia”. A medida anunciada pela Casa Branca amplia as sanções contra a ilha, restringindo ainda mais o acesso do país ao sistema bancário global. Também permite que o Tesouro dos Estados Unidos puna instituições financeiras estrangeiras em caso de facilitação de “transações significativas” para pessoas ou entidades que tenham vínculo com Havana.
“Todos os nossos fornecedores estão intimidados e ameaçados, em violação das regras do livre comércio e da liberdade de navegação”, enfatizou Rodríguez. “O secretário sabe muito bem o dano e o sofrimento que causa hoje ao povo cubano o cerco petrolífero criminoso que ele mesmo propôs ao seu presidente”.
(*) Com RT en Español
























