Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

Cuba afirmou que a lancha com registro estadunidense que estava em águas territoriais da ilha tinha como objetivo “uma infiltração com fins terroristas”. O barco, que navegava de forma ilegal, foi interceptado e quatro pessoas que estavam a bordo morreram. Outros seis ocupantes ficaram feridos, bem como agentes de segurança cubanos. 

“Foi constatado que a lancha neutralizada, com registro da Flórida FL7726SH, transportava 10 indivíduos armados que, segundo depoimentos preliminares dos detidos, pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas”, afirmou o Ministério do Interior de Cuba, em comunicado. Todos são “cubanos residentes nos Estados Unidos” com “histórico de atividades criminosas e violentas”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O governo informou ainda que eles “foram alvo de investigações criminais e são procurados pelas autoridades cubanas por seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou execução de atos terroristas em território cubano ou em outros países”. Além disso, um cidadão enviado dos EUA para facilitar a recepção da infiltração armada foi preso no país e já confessou seus atos.

Com o grupo, foram encontrados “fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados ​​(coquetéis Molotov), ​​coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados”.

Mais lidas

A interceptação ocorreu a quase dois mil quilômetros a nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, no município de Corralillo, na província de Villa Clara. 

“Diante dos atuais desafios, Cuba ratifica sua disposição de proteger as águas territoriais, tendo como base que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano em favor da proteção de sua soberania e da estabilidade na região. As autoridades competentes seguem com as investigações para o total esclarecimento dos fatos”, informou o Ministério do Interior.

Cuba afirmou que a lancha com registro estadunidense que estava em águas territoriais da ilha tinha como objetivo “uma infiltração com fins terroristas”
Reprodução/Ministerio del Interior de Cuba

O confronto marca uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Cuba, agravadas após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças estadunidenses em janeiro e a interrupção do fornecimento de petróleo à ilha. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington está reunindo informações sobre o incidente.

Desde o retorno de Donald Trump à Presidência, a Casa Branca intensificou a política de pressão em Havana e expressa interesse em mudanças políticas no país caribenho, que classificou como uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.