Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O governo de Cuba denunciou no domingo (18/05) que a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer fabricar uma narrativa para justificar a escalada das sanções, a guerra econômica e uma possível intervenção militar contra a ilha.

“Sem qualquer desculpa legítima, o governo dos EUA constrói, dia após dia, um dossiê fraudulento para justificar a implacável guerra econômica contra o povo cubano e a eventual agressão militar”, disse o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, pela plataforma X.

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Em sua publicação, o chanceler apontou que “meios de comunicação específicos fazem o jogo, promovendo calúnias e filtrando insinuações do próprio governo norte-americano”.

Na última sexta-feira (15/05), a agência Reuters, com base em informações internas do Departamento de Justiça norte-americano, havia relatado que o governo Trump planejava anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro nesta quarta-feira (20/05) em uma tentativa para “intensificar a campanha de pressão contra o governo comunista”.

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Segundo um funcionário do órgão ouvido pelo veículo, sob condição de anonimato, disse que os promotores federais norte-americanos “esperam desabafar uma acusação contra Castro, de 94 anos, em Miami, em 20 de maio, baseada em um incidente de 1996 em que jatos abateram aviões operados por um grupo de exilados cubanos”.

Já o portal Axios, no sábado (16/05), informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e que, assim, a nação caribenha teria começado a planejar o seu possível uso para supostamente contra-atacar a base naval ilegal norte-americana de Guantánamo Bay, navios militares dos Estados Unidos e “até mesmo a Flórida”.

Rodríguez destacou, em sua declaração, que “Cuba não ameaça nem deseja guerra”. Pelo contrário, ressaltou que a ilha “defende a paz e se prepara e equipa para enfrentar a agressão externa no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU”.

Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernandez de Cossio, disse que “o esforço anticubano para justificar, sem qualquer desculpa, uma agressão militar contra Cuba está se intensificando a cada hora, com acusações cada vez mais implausíveis”.

Pela plataforma X, ele ressaltou que os Estados Unidos são “o país agressor”, enquanto “Cuba, o país atacado, protegido pelo princípio da defesa legítima”. Já em outra publicação feita nos últimos dias, o vice-chanceler denunciou o “esforço visível” de Washington para normalizar a ameaça de agressão contra Havana por meio de um “design comunicativo friamente calculado”.

“Aqueles que participarem dela seriam cúmplices do eventual banho de sangue”, ressaltou.

(*) Com Telesur