Terça-feira, 23 de junho de 2026
APOIE
Menu

O vice-primeiro-ministro de Cuba, Óscar Pérez-Oliva Fraga, disse na quinta-feira (11/06) que a sanção aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra a empresa estatal Unión Cuba-Petróleo (Cupet), que foi incluída na lista de Entidades Especialmente Designadas (SDN) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro, agrava o cerco energético e, consequentemente, o “genocídio” que comete contra a população da ilha.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

A medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, proíbe cidadãos e empresas dos Estados Unidos de realizar transações ou negócios com a empresa cubana responsável pela extração de petróleo nos campos do país, além do refino e da distribuição de combustíveis, a menos que possuam uma licença específica do OFAC.

“O governo comunista de Cuba há muito tempo utiliza a energia como uma arma, tanto para reprimir quanto para alimentar uma cleptocracia do regime em benefício próprio”, afirmou Rubio, sem apresentar provas.

Mais lidas

Em seu comunicado, o secretário de Estado norte-americano alegou que a estatal cubana atua em benefício do governo da ilha e que a empresa revende energia no mercado secundário, monopoliza suprimentos energéticos para forças militares, de inteligência e de repressão, além de utilizar o racionamento como ferramenta de controle social.

Bloqueio econômico resultou em um impacto negativo em todas as atividades sociais e econômicas e em serviços essenciais
unplash

A medida norte-americana também ameaça sanções contra empresas estrangeiras que fazem negócios com a Cupet. A medida faz parte do endurecimento da política econômica dos Estados Unidos contra Cuba, que voltou a ser alvo de maior pressão desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

A ilha caribenha produz cerca de 40% do petróleo que consome, enquanto o restante é importado. Essas importações, no entanto, foram drasticamente reduzidas desde janeiro em razão das restrições impostas por Washington ao setor energético cubano.

Responsável pela importação, recepção, extração, processamento e distribuição de petróleo e derivados, a Cupet desempenha papel fundamental no abastecimento do país. Seus combustíveis chegam a postos de gasolina, empresas, usinas de energia, ministérios e instituições públicas, incluindo hospitais, estações de tratamento de água e outros serviços essenciais que já enfrentam os impactos da escassez de combustível.