Sábado, 4 de abril de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (27/3) que “Cuba é a próxima”, ao ser indagado se não teme que ações militares norte-americanas possam lhe custar apoio político. A ameaça vem menos de duas semanas depois de o político republicano dizer que terá “a honra de tomar Cuba”.

Cuba enfrenta uma grave crise econômica e está sob pressão cada vez maior de Washington, que bloqueia as importações de petróleo desde janeiro. O país depende da commodity para alimentar usinas e o transporte, e tem enfrentado apagões recorrentes.

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A fala de Trump foi feita durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, no qual exaltou a ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã, com o sequestro do líder venezuelano Nicolás Maduro e a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Segundo o americano, sua base eleitoral trumpista quer “força” e “vitória”.

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“Eu construí este grande Exército. Eu disse: ‘Vocês nunca terão que usá-lo’, mas às vezes você tem que usar”, disse Trump. “E Cuba é a próxima, a propósito. Mas finjam que eu não disse isso.”

Embora não tenha especificado o que exatamente planeja fazer com a ilha, o presidente disse frequentemente acreditar que o governo em Havana está à beira do colapso.

‘Cuba é a próxima’, diz Trump em nova ameaça à ilha
Daniel Torok/ White House

Cuba está há décadas sob embargo, mas situação piorou com Trump

Antes do sequestro de Maduro pelos Estados Unidos, a Venezuela fornecia grande parte do petróleo de Cuba. Isso acabou com o novo governo em Caracas, sob pressão de Washington.

No início de março, Trump disse que Cuba poderia ser alvo de uma “tomada amigável”, antes de acrescentar: “pode não ser uma tomada amigável”.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reconheceu que o país está em negociações com os EUA numa tentativa de evitar um confronto militar, mas afirmou na semana passada que qualquer agressor externo enfrentaria “resistência inquebrantável”.

Cuba está sob embargo comercial dos EUA desde pouco depois da revolução de Fidel Castro em 1959. As relações haviam melhorado nos últimos anos, mas voltaram a piorar desde que Trump assumiu seu segundo mandato, com o presidente americano tentando apertar o controle de Washington sobre a América Latina.

Um alto diplomata cubano disse anteriormente que Havana estava disposta a continuar conversando com Washington, mas que mudanças em seu sistema político estariam fora de questão.