Sábado, 13 de junho de 2026
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Cuba e Venezuela reforçaram sua aliança política e diplomática durante o encontro entre os chanceleres cubano Bruno Rodríguez e venezuelano Yván Gil, ocorrido nesta segunda-feira (23/02), à margem da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Os ministros reiteraram a vontade política de aprofundar os mecanismos de cooperação já existentes entre os dois países, consolidando a posição comum de Caracas e Havana frente ao cenário de agressões dos Estados Unidos.

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“Destacamos a solidariedade e a cooperação históricas que existem entre os dois países, bem como a vontade de as manter”, afirmou Rodríguez nas redes sociais. Gil também comentou o “frutífero” encontro, destacando a “fraternidade e solidariedade mútua entre nações comprometidas com a defesa de nossa soberania, autodeterminação e da verdade de nossos povos”.

A Venezuela foi um dos primeiros países a se manifestar contra a imposição pelo presidente norte-americano, Donald Trump, da ordem executiva que estabelece tarifas adicionais sobre importações a países que fornecem petróleo para Cuba.

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@yvangil / X

Chanceleres na ONU

Nas Nações Unidas, o chanceler venezuelano mencionou o uso político da pauta de direitos humanos para pressionar governos considerados adversários. “Os Direitos Humanos não podem ser instrumentos de guerra política”, afirmou Gil, ao denunciar a campanha sistemática norte-americana contra o país.

Ele participou nesta segunda-feira (23/04) de uma reunião de alto nível do Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas. “Durante este encontro, analisamos a deterioração do sistema multilateral da ONU e sua capacidade de abordar as causas fundamentais da paz, dos direitos humanos, da soberania, da autodeterminação e da igualdade, que são os pilares fundamentais de sua existência”, relatou o chanceler nas redes sociais.

O embaixador cubano, por sua vez, denunciou na ONU a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela em 3 de janeiro, reiterando a defesa da soberania do país. Cuba também rechaçou a “punição coletiva” e a busca de Washington em promover uma catástrofe humanitária na ilha.

Paralelamente à agenda bilateral, Rodríguez reuniu-se com o Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres. “Concordamos com a importância de fortalecer a cooperação internacional como solução para os desafios globais presentes e futuros”, afirmou nas redes sociais.

Ele também frisou a preocupação “com a acelerada reconfiguração geoestratégica global, baseada na doutrina dos Estados Unidos de impor a paz pela força, e seu impacto imediato nos países do Sul Global e na paz, segurança e estabilidade internacionais.”