Cuba expressa ‘profunda preocupação’ com embarcações mexicanas desaparecidas
Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, informou em suas redes sociais que já foram iniciados esforços para resgatar os tripulantes
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, expressou nesta sexta-feira (27/03) “profunda preocupação” com o desaparecimento de duas embarcações mexicanas, que, segundo ele, transportavam nove tripulantes de diversas nacionalidades e desapareceram a caminho de Havana.
O mandatário cubano informou que esforços foram iniciados em Cuba para a busca e o resgate dos tripulantes, a quem descreveu como “irmãos de armas”, em uma declaração que ressalta a natureza política e solidária da missão.
O governo do México também afirmou ter acionado protocolos da sua Marinha e da Guarda Costeira, colocando em prática um plano de busca e salvamento para localizar os barcos desaparecidos.
As embarcações perdidas deixaram a costa de Quintana Roo no dia 21 de março e formavam parte de uma missão internacional de ajuda humanitária. A chegada a Havana era esperada até quarta-feira (25/03), mas o sinal de geolocalização desapareceu durante o trajeto.
A Marinha mexicana informou, na quinta-feira (26/03),que não voltou a encontrar os sinais dos dois barcos no trecho marítimo entre México e Cuba.
Expresamos nuestra especial preocupación por las dos embarcaciones mexicanas que transportaban ayuda solidaria a #Cuba como parte del #ConvoyNuestraAmérica.
Desde nuestro país hacemos todo lo posible en la búsqueda y salvamento de estos hermanos de lucha.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) March 27, 2026
Agências de navegação mantêm comunicação constante com os Centros de Coordenação de Salvamento Marítimo (MRCC) da Polônia, França, Cuba e Estados Unidos, além de representantes diplomáticos dos países dos tripulantes a bordo.
Contexto da missão humanitária
Cuba atravessa uma de suas piores crises desde a Revolução de 1959, devido a restrições ao fornecimento de combustível impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que tem provocado apagões e afetado milhões de cubanos.
O mandatário cubano disse ao jornal mexicano La Jornada que o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba , em janeiro, foi um golpe baixo. Ele afirmou que não “recebem nenhuma gota de combustível há quase quatro meses”.
Organizada pela organização internacional de esquerda Internacional Progressista, a caravana para Cuba tinha como principal objetivo levar ajuda humanitária e chamar a atenção para a crítica situação do país caribenho.
(*) Com Telesur.
























