Cuba fica sem combustível para aviões em meio ao bloqueio dos EUA
Suspensão do fornecimento de querosene por 30 dias expõe asfixia do governo Trump contra país; ilha tenta contornar embargos com política de contingência
As autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de querosene será suspenso por um mês, a partir de terça-feira (10/02), à meia-noite, horário local, devido à crise energética, disse um executivo à AFP neste domingo (08/02).
“A aviação civil cubana notificou todas as empresas de que não haverá mais fornecimento de querosene de aviação (Jet Fuel), a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, à meia-noite, horário local”, disse o executivo de uma companhia aérea europeia.
O NOTAM (Aviso aos Aeronavegantes) oficial das autoridades cubanas para pilotos e controladores de tráfego aéreo, especifica que a escassez de querosene está afetando todos os aeroportos internacionais de Cuba. A notificação é válida por um mês, de 10 de fevereiro a 11 de março.
“Combustível de aviação A1 não disponível”, diz a mensagem NOTAM codificada conforme aparece atualmente no banco de dados da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA).

Cuba fica sem combustível para aviões em meio ao bloqueio dos EUA
Wikimedia Commons
Segundo a EFE, os aeroportos afetados são José Martí em Havana (oeste), Juan Gualberto Gómez em Varadero (oeste), Jaime González em Cienfuegos (central), Abel Santamaría em Santa Clara (central), Ignacio Agramonte em Camagüey (central), Jardines del Rey em Cayo Coco (central), Frank País em Holguín (leste), Antonio Maceo em Santiago de Cuba (leste) e Sierra Maestra em Manzanillo (leste).
Até o momento, as companhias aéreas afetadas (principalmente estadunidenses, espanholas, panamenhas e mexicanas) não comunicaram publicamente como lidarão com essa situação, que poderá gerar alterações em rotas, frequências e horários, pelo menos a curto prazo.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, declarou na última quinta-feira (05/02), em meio ao endurecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, que a ilha socialista possui estratégias para ampliar o uso de suas próprias fontes de energia e reduzir a dependência de importações.
Segundo o mandatário, o Conselho de Ministros do governo cubano aprovou diretrizes para um plano de contingência destinado a combater as tentativas estadunidenses de estrangular a economia cubana. De acordo com sua declaração, “restrições temporárias ao consumo e maior conservação de energia serão necessárias”, mas não serão permanentes, e sim “ajustes às condições reais do país”.
























