Cuba realiza ato multitudinário em homenagem aos 32 soldados mortos na Venezuela
Em discurso, presidente Díaz-Canel classificou combatentes como ‘heróis cubanos’ e criticou ameaças dos EUA contra a ilha
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, encabeçou nesta quinta-feira (15/01), em Havana, uma cerimônia em homenagem aos 32 soldados cubanos que morreram em combate contra as forças militares dos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro, em operativo na Venezuela que terminou com o sequestro do presidente bolivariano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.
O ato contou com a assistência de dezenas de milhares de pessoas, segundo o canal TeleSur, que se reuniram em torno da Tribuna Anti-Imperialista, próxima à sede da missão dos Estados Unidos na capital cubana.
Em seu discurso, Díaz-Canel enfatizou que os 32 soldados “demonstraram possuir todas as qualidades que distinguem os heróis”.
“Os nomes destes 32 combatentes entraram para a história do país, por defenderem de forma valente a soberania de uma nação irmã, incorporando todas as qualidades que distinguem os heróis. Todos eles são verdadeiros heróis cubanos”, expressou o mandatário.
O presidente cubano também disse que os combatentes “honraram o legado dos comandantes Fidel Castro e Hugo Chávez”, e completou dizendo que “este episódio demonstra o quanto os cubanos e venezuelanos são irmãos, capazes de dar a vida pelo outro”.
“Dar a vida por outro povo pode parecer estranho para alguns, mas não para os cubanos”, ressaltou Díaz-Canel, em seu pronunciamento.
A cerimônia em Havana foi concluída com o sepultamento da maioria dos corpos no Panteão dos Caídos em Defesa da Pátria.
Atos similares foram realizados em outros municípios do país, onde os demais soldados foram sepultados, no Panteão dos Caídos de suas respectivas cidades natais.

Multidão lotou centro de Havana para homenagear soldados mortos em combate
Granma
Ameaças dos EUA
Em outro momento do discurso, Díaz-Canel criticou as ameaças feitas a Cuba pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O presidente cubano citou um jargão usado por Ernesto “Che” Guevara, herói da Revolução Cubana, ao dizer que: “ao imperialismo, não se pode ceder nem um tantinho”.
No último domingo, Trump publicou mensagem nas redes sociais dizendo que pretende interromper qualquer fornecimento de petróleo e recursos financeiros que Cuba receba por meio da Venezuela. “Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba, sugiro fortemente que faça, um acordo, antes que seja tarde demais”, comentou.
Na ocasião, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu dizendo que “como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos”.
Com informações de TeleSur.























