Sexta-feira, 29 de maio de 2026
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A cidade de Havana, capital de Cuba, registrou na manhã desta sexta-feira (22/05) uma grande marcha em apoio ao ex-presidente Raúl Castro (2006-2018), um dos heróis da Revolução Cubana (1953-1959).

A convocação do ato foi uma iniciativa da União das Juventudes Comunistas, razão pela qual os estudantes lideraram o evento, que contou com o apoio de outras organizações sociais.

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Sob o lema “Raúl es Raúl”, os movimentos manifestaram seu respaldo ao ex-mandatário e aproveitaram para demonstrar seu rechaço às ameaças feitas pelo governo dos Estados Unidos sobre uma possível intervenção militar no país socialista.

Segundo o site Cubadebate, mais de 20 mil pessoas se reuniram no centro da capital cubana, mais precisamente na Tribuna Anti Imperialista José Martí, na Praça da Dignidade – curiosamente, o local é bastante próximo ao edifício onde funciona a Embaixada dos Estados Unidos na ilha.

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Acusação contra Raúl

No último domingo (17/05), Washington anunciou que promoverá uma acusação criminal contra Raúl Castro, por suposta vinculação com um episódio ocorrido em 1996, quando aviões da organização anticastrista “Hermanos al Rescate” (“Irmãos ao Resgate”), foram abatidos pela força aérea cubana, resultando na morte de quatro pessoas.

À época dos acontecimentos, Raúl Castro exercia o cargo de vice-presidente, enquanto o presidente era seu irmão, Fidel Castro.

Cubanos realizaram marcha sob o lema ‘Raúl é Raúl’
Cubadebate

‘Respeito aos heróis da Pátria’

O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, não participou do ato, mas publicou mensagens através das redes sociais em apoio a Raúl Castro e aos movimentos que promoveram a marcha.

Segundo o mandatário, “esta nova agressão nos uniu ainda mais e elevou a honra, a dignidade e o sentimento anti imperialista de um povo já reconhecido mundialmente por sua valente resistência a qualquer tipo de subordinação ao império”.

“Os heróis da Pátria não devem ser desrespeitados. A história e as tradições não devem ser ofendidas sem resposta. Não em Cuba”, enfatizou Díaz-Canel.

O líder cubano também criticou os “setores políticos mais reacionários dos Estados Unidos”, que, segundo ele, “tentam macular a Revolução e um povo que superou um bloqueio criminoso de mais de 60 anos”.