De la Espriella pede suspenção de transição na Colômbia e faz acusações contra Petro
Presidente eleito alega suposta falta de transparência no processo, mas atual mandatário afirma que reuniões acontecerão com ‘cadeiras vazias’ na equipe do futuro governo
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, solicitou nesta terça-feira (07/07) a suspensão dos trabalhos da Comissão Nacional de Transição, alegando suposta “falta de transparência” na rendição de contas da atual administração colombiana.
Segundo o líder de extrema direita, “meu dever é proteger os interesses da nação e garantir uma transição séria e transparente que sirva ao povo colombiano, jamais legitimando desastres ou o desrespeito à ordem constitucional”.
No entanto, sua declaração não detalha que aspectos específicos da rendição de contas estariam carentes de informação ou teriam violado a ordem constitucional colombiana.
Até o último domingo, a Comissão Nacional de Transição havia estabelecido a criação de 22 grupos de trabalho setoriais para analisar a situação financeira, administrativa e contratual do Estado colombiano.
Resposta de Petro
O atual presidente da Colômbia respondeu rapidamente a declaração de Abelardo de la Espriella, afirmando que as reuniões da Comissão devem acontecer apesar do anúncio do presidente eleito.
“Aqueles que se retiram do processo de transição são aqueles que não suportam o fato de que toda a população percebe sua falta de preparo e que seus insultos públicos são calúnias”, afirmou Petro.
Segundo o atual presidente, “o processo de transição de governo continua perante o povo”, e que, diante da ausência de representantes da futura administração, “cadeiras vazias serão colocadas na esperança de que aqueles que fraudaram as eleições finalmente entendam o que significa governar”.
“A transição está sendo conduzida pelo povo; é uma transferência pública de poder que termina em 6 de agosto à meia-noite, porque esse foi o mandato do povo, e eu obedeço ao povo, a ninguém mais”, frisou o mandatário.

Cerimônia de posse de Abelardo de la Espriella na Colômbia deve acontecer no dia 7 de agosto
X / @abdelaespriella
A disputa entre o atual e o futuro governo acontece no dia seguinte ao anúncio de Petro sobre a antecipação da sua saída do cargo, que acontecerá no próximo dia 20 de julho – e não em 7 de agosto, como estava programado anteriormente.
O presidente justificou a medida afirmando que a manutenção do cronograma oficial seria “trágico” para a história colombiana.
Além de antecipar sua saída, Petro convocou uma grande mobilização nacional para o dia 20 de julho.
“Faremos, em todas as praças públicas da Colômbia, o grito de independência do povo livre por uma Colômbia livre e pelas reformas sociais. Espero vocês para o desfile e nosso grito de Independência Nacional. Todas e todos com as bandeiras da Colômbia limpas e alegres”, escreveu Petro, nas redes sociais.
























