Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ratificou a posição do governo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, sobre os direitos históricos do país sobre o Essequibo. De acordo com a autoridade, a delegação venezuelana não somente apresentou provas que sustentam a reivindicação da nação, como também reforçou não reconhecer a jurisdição do tribunal para resolver a disputa territorial.

A informação foi dada durante a inauguração da 4ª Expo Feira Nacional Bufalina, Cabras e Ovelhas 2026, realizada em Caracas na quarta-feira (13/05),

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“Os direitos históricos da Venezuela foram muito claros”, disse Rodríguez, ao relatar ter apresentado uma remessa de mais de três mil páginas que incluem documentos coloniais de 1777, mapas e correspondência diplomática. O conjunto de documentos certifica que a Decisão Arbitral de 1899 tem efeito nulo, destacando o Acordo de Genebra de 1966 como o único instrumento válido para alcançar uma solução para ambas as partes sobre a área disputada. 

“A Venezuela está pronta para um processo de negociação com a República Cooperativa da Guiana”, também afirmou a mandatária, descrevendo o diálogo direto como a única forma possível. Rodríguez esclareceu que a Venezuela não reconhecerá qualquer decisão sobre a CIJ, considerando que este órgão não tem jurisdição sobre a disputa.

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Presidente venezuelana Delcy Rodríguez reitera direitos históricos sobre Essequibo
Prensa Presidencial

Em sua mensagem final ao tribunal, a chefe de Estado relatou ter denunciou que “a Guiana pretende legitimar um crime colonial tentando validar a sentença de 1899 perante o CIJ”.

As audiências orais na Corte em Haia convocadas pela Guiana iniciaram em 4 de maio e foram concluídas nesta semana. Rodríguez desembarcou na cidade holandesa no domingo (10/05) para declarar respeito ao Acordo de Genebra. “Mantemos nossa posição em defesa do Acordo de Genebra. Naquela época, em 1966, havia um acordo para resolver e superar o que era a fraudulenta Decisão Arbitral de 1899”, garantiu antes de atender ao tribunal.

(*) Com Telesur

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