Democratas chamam Cuba de ‘Gaza silenciosa’ ao criticarem políticas de Trump
Parlamentares dos EUA se reuniram com trabalhadores e autoridades cubanas, incluindo Díaz-Canel, em visita oficial à ilha; bloqueio impede necessidades básicas do povo
Após uma visita a Cuba nos últimos dias, quatro membros democratas do Congresso norte-americano criticaram na segunda-feira (13/07) o embargo energético imposto pelo presidente Donald Trump na ilha caribenha, denunciando que as restrições do republicano estão transformando o país em uma “Gaza silenciosa”.
Os representantes Mark Pocan, de Wisconsin, Teresa Leger-Fernández, do Novo México, Maxine Dexter, do Oregon, e Delia Catalina Ramrez, de Illinois, desembarcaram em Havana na quinta-feira (09/07) e permaneceram até segunda-feira, cumprindo uma agenda que incluiu reuniões com ministros, médicos e empresários, além do presidente Miguel Díaz-Canel. Esta é a segunda viagem que os delegados fazem em três meses.
Em entrevista à imprensa, os políticos norte-americanos concluíram que não há diálogos entre Washington e Havana que possam resolver a situação humanitária do país caribenho. “Acho que (o Secretário de Estado) Marco Rubio está tornando isso pessoal e não profissional”, disse Pocan, ao ser questionado sobre o progresso no diálogo bilateral para desbloquear o cerco energético.
Ainda segundo o deputado, alguém com quem ele se comunicou em Cuba teria descrito a situação atual como “Gaza silenciosa”. “Pode não haver bombardeios, mas certamente há condições que impedem as pessoas de seguir suas rotinas. Eles não podem ir trabalhar, não conseguem conservar seus alimentos, não podem acessar suprimentos médicos ou viver como antes. Achei uma descrição muito precisa”, endossou.
Por sua vez, Leger-Fernández repudiou as condições de Cuba ao afirmar que “não faz sentido algum forçar um país a sofrer”. Os deputados Dexter, que é também médico, e Ramírez disseram que buscarão promover emendas no Congresso para mitigar o impacto na saúde e evitar novas sanções de Trump sem autorização legislativa, como as operações armadas que ele repetidamente ameaçou implementar.

Díaz-Canel recebe delegação de membros da Câmara de Representantes do Congresso dos Estados Unidos
Presidencia de Cuba
Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificaram as hostilidades contra o povo cubano, suas condições de vida e fontes de subsistência. O ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodríguez Parrilla, denunciou as recentes sanções impostas pela Casa Branca contra 10 entidades estatais na ilha.
O recente pacote de limitações estende as sanções ao Ministério do Turismo de Cuba, que é visto como um setor essencial e estratégico para a economia da ilha, assim como às empresas Enetec, S.A., Coreydan S.A. e Grupo Empresarial del Comercio Exterior (Gecomex), que são responsáveis pela gestão das operações de comércio internacional, de importação e exportação, além do comércio de combustíveis.
(*) Com Telesur























