Sábado, 5 de setembro de 2026
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O número de pessoas desempregadas no Chile cresceu 10,4% em comparação com os dados do ano passado. Entre maio e julho, o país contabilizou 981.044 pessoas desempregadas, informa o mais recente balanço do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), divulgado na última sexta-feira (28/08).

A taxa de desemprego atingiu 9,5%, o maior nível registrado no país em cinco anos. Segundo o INE, cerca de 16,3 mil postos de trabalho foram eliminados no país. Entre aqueles que já haviam trabalhado anteriormente e encontram-se desempregados, o aumento foi de 9,4% em um ano. As mulheres continuam apresentando uma taxa de desemprego maior do que os homens, com índice de 10,3%, ante 8,9%.

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Os números também apontam para uma deterioração do emprego formal: o contingente de trabalhadores assalariados formais caiu 2,4% em um ano. Segundo o instituto, a redução do número de pessoas ocupadas foi puxada principalmente pelos setores de informação e comunicações, que registraram queda de 14,6%; educação, com recuo de 3,3%; e indústria manufatureira, com retração de 2,7%.

Após a divulgação do levantamento, o ministro da Economia e Mineração chileno, Daniel Mas, afirmou que a situação vem sendo enfrentada “com muita seriedade” e que “ainda há muito a fazer”. “O desemprego chegou a 9,5% e ainda afeta mais de 980 mil pessoas. Por trás de cada número há uma família, um jovem buscando sua primeira oportunidade, uma mulher que quer trabalhar”, declarou.

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O presidente José Kast havia reconhecido, antes da divulgação dos números mais recentes, que a redução do desemprego levará tempo. Em entrevista à Tele13 Radio, em 10 de agosto, ele afirmou que “as cifras às quais queremos chegar, de 6,5% de desemprego, serão vistas no final do governo”.

Desemprego no Chile afeta mais de 980 mil pessoas e atinge maior nível em cinco anos
Reprodução X / @joseantoniokast

Aceleração do desemprego

O mercado de trabalho chileno já apresentava números elevados no trimestre de março a maio de 2026. No levantamento anterior, apresentado em julho, o INE contabilizou 981.315 pessoas desempregadas, praticamente o mesmo contingente registrado entre maio e julho.

Na divulgação desse levantamento, o ministro Daniel Mas havia responsabilizou as políticas adotadas durante o governo anterior, do ex-presidente Gabriel Boric, pela situação. “As cifras do INE confirmam que o Chile continua pagando os custos de anos de más políticas públicas, baixo crescimento e falta de prioridade para a criação de empregos”, disse.

Na comparação com março-maio de 2025 o número de desempregados havia aumentado 6,9%, o equivalente a 63.392 pessoas. A taxa de desemprego naquele período foi de 9,4%.

Embora o número absoluto de desempregados tenha permanecido praticamente estável entre os dois levantamentos — passando de 981.315 para 981.044  —, a comparação entre os respectivos trimestres deste ano com os dados de 2025 evidenciam a aceleração do desemprego.

O crescimento anual do contingente de pessoas sem trabalho passou de 6,9% no levantamento de março-maio para 10,4% no período maio-julho.

 

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