Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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O vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cóssio, denunciou nesta quarta-feira (28/01) que há uma nova escalada de agressões dos Estados Unidos contra Cuba.

Em seu perfil na rede social X, o político questionou se o governo norte-americano pode legitimamente bloquear “a importação de combustível entre países soberanos quando esses produtos sequer se originaram nos EUA”, destacando que essa “não é uma prerrogativa que qualquer país possa reivindicar para si”.

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Diante das novas ameaças dos EUA, países como Rússia e China têm apoiado a ilha na defesa de seu direito à autodeterminação. Na segunda-feira (26/01), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia “valoriza muito as relações bilaterais especiais com Cuba”.

Além disso, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, lembrou que “Cuba sofre há quase 70 anos sob o jugo opressivo do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto ilegitimamente por Washington”.

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Segundo Zakharova, os EUA estão recorrendo a todo tipo de artifício para intensificar ainda mais o bloqueio, inclusive ao adicionar Cuba à “odiosa lista de países patrocinadores do terrorismo”.

Ela também afirmou que os rumores sobre novas táticas de pressão “não podem deixar de causar profunda preocupação”, especialmente “quando representantes do governo dos EUA fazem repetidas ameaças contra Cuba, além de pressionar Havana a aceitar algum tipo de acordo”.

Ainda de acordo com a chanceler, trata-se de uma “violação flagrante do direito internacional, que prioriza a legislação interna dos EUA e o regime de sanções que impôs em detrimento do direito internacional vigente, configurando uma interferência desumana na dignidade dos cidadãos cubanos e provocando uma crise humanitária na ilha”.

Carlos Fernández de Cóssio, declarou que há uma nova escalada de agressões da Casa Branca contra Cuba
Misiones diplomáticas de Cuba

Por sua vez, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que o país “está profundamente preocupado e condena veementemente as ações dos Estados Unidos”.

De acordo com Guo, a China solicitou que os EUA parem de privar o povo cubano de seu direito ao desenvolvimento, bem como cessem as perturbações à paz e à estabilidade da região latino-americana.

Durante o discurso, Guo destacou a confiança da China de que, “sob a liderança do Partido e do Governo de Cuba, o povo cubano será capaz de superar quaisquer dificuldades que possam surgir”.

(*) Com informações de RT en español e Granma