Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou as novas ameaças da administração de Donald Trump contra a ilha, bem como a ampliação das sanções econômicas impostas a autoridades cubanas e seus familiares.

Em suas redes sociais, o líder cubano alertou que as ameaças do governo norte-americano e o endurecimento das sanções econômicas têm como objetivo reforçar o bloqueio e aprofundar o conflito com a ilha.

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“Essa cegueira política soma-se às medidas coercitivas aplicadas nas últimas semanas contra o nosso país, destinadas a prejudicar o povo cubano”, afirmou Diáz-Canel.

Havana reafirmou sua decisão de resistir à ofensiva e enfrentar os cenários mais adversos, mantendo sua posição em defesa da soberania nacional diante da crescente pressão dos Estados Unidos.

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“A agressão e a perversão do governo ianque entrarão em conflito com nossa decisão de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, acrescentou o líder cubano.

Diáz-Canel acusa ‘cegueira política’ e  ‘perversão’ do governo Trump, após anúncio de novas sanções
DiazCanelB/ X

“Plano intervencionista”

Nesta quinta-feira (04/06), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou em suas redes sociais as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao presidente Miguel Díaz-Canel, a instituições cubanas e a organizações da sociedade civil.

“A inclusão vil do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, de parte de sua família, bem como de instituições cubanas, organizações da sociedade civil e empresas, em uma lista ilegítima e unilateral do governo dos EUA, é o exemplo mais recente do plano intervencionista dos EUA para retratar Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”, declarou o chanceler.

Ele enfatizou que “toda ação dos EUA com o objetivo de criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso”. “Toda ameaça à independência e à soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais união e determinação por parte do nosso povo”, afirmou.

Alegações de Washington

Nesta quinta-feira (04/06), os Estados Unidos anunciaram a imposição de novas sanções contra o presidente de Cuba, bem como contra familiares do general do Exército Raúl Castro. O Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou a esposa do presidente cubano, Lis Cuesta Peraza.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) incluiu as Forças Armadas Revolucionárias, os Comitês de Defesa da Revolução, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e as empresas Minera La Victoria S.A. e Amistur Cuba S.A. na lista de sanções. Raúl Alejandro Castro Cáliz, neto do general do Exército Raúl Castro,  também foram inseridos.

Em publicação na plataforma X, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “Cuba tem sido a capital mundial do terrorismo radical de esquerda” e que  “o regime em Havana recrutou, treinou e apoiou movimentos marxistas violentos e do terceiro mundo em todo o nosso hemisfério e além”.  A medida, acrescentou, “tem como alvo “a rede que possibilita e financia as operações subversivas e radicais de Cuba”.

Pela medida, “qualquer pessoa que preste serviços a esses atores sancionados corre risco de sanções. Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades”, afirmou.

As autoridades cubanas denunciaram essas ações como parte de uma narrativa de Washington para justificar o embargo. Os Estados Unidos também apresentaram acusações contra o ex-presidente e líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, pela morte de quatro pilotos do grupo Irmãos ao Resgate, que Havana denuncia como uma organização terrorista estadunidense.