Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Em meio ao bloqueio norte-americano, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, recebeu na sexta-feira (20/03), no Palácio das Convenções em Havana, representantes da Caravana Nossa América (Our America Convoy, em inglês), que consistiu em cerca de 650 participantes de 33 países diferentes. No encontro, o líder cubano agradeceu a iniciativa não somente pela ajuda material, mas também apoio moral, e ressaltou o significado político da presença internacional na ilha.

“Cuba se sente acolhida por todos vocês”, disse Díaz-Canel. “Aqui estamos discutindo as causas de todos os povos do mundo, o presente e o futuro desse mundo que queremos mudar, esse mundo melhor que é possível, como nos ensinou Fidel”.

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Em seu discurso, o presidente cubano afirmou ser “muito encorajador” que a solidariedade expressa pelos participantes vá além das fronteiras nacionais, destacando que a pauta da defesa à soberania é mais ampla e se abrange “às lutas justas dos povos do mundo”, como a do povo palestino e a de “todas as nações que enfrentam injustiça, agressão e políticas hegemônicas”. O mandatário ainda alertou para um cenário internacional em que guerra e imposição tentam prevalecer sobre o multilateralismo, e criticou a censura contra aqueles que compartilham de pensamentos diferentes. 

Díaz-Canel voltou a denunciar as tentativas do imperialismo de isolar a ilha caribenha, mas que o apoio dos povos do mundo demonstra a validade da causa cubana. Ele agradeceu especialmente a presença dos jovens na iniciativa solidária. “O apoio deles nos fortalece, nos enche de alegria e reafirma uma convicção essencial: Cuba não está sozinha”, disse.

Segundo o presidente, as limitações econômicas e embargos impostos pelo Ocidente afetam diretamente o acesso a bens essenciais, classificando as medidas como uma “punição coletiva e imensa violação dos direitos humanos”.

“Coisas que poderíamos ter em uma situação melhor sempre entram em conflito com as limitações que nos são impostas pelo bloqueio”, pontuou. “E quanto às enormes conquistas sociais da Revolução, que foram sustentadas por uma economia operando em condições de guerra e sujeita a um bloqueio tão criminoso?”

Durante o encontro, o líder cubano também contestou a classificação do país como ameaça à segurança dos Estados Unidos, prerrogativa dada pelo governo de Donald Trump para sufocar a população local ao impor medidas tarifárias a países fornecedores de petróleo à ilha. “Os cubanos não atacaram ninguém. O que os cubanos enviam ao mundo são médicos, professores com um método de alfabetização cubano, o programa ‘Sim, eu posso’”, destacou.

O presidente enfatizou a importância do evento, uma vez que “ela desmonta a falácia de que Cuba está sozinha e isolada, quando a realidade é o oposto”. “Muito obrigado por não nos abandonarem. É hora de agir com determinação. E este é um povo que prefere morrer de pé a viver de joelhos”, declarou.