Sábado, 15 de agosto de 2026
APOIE
Menu

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rebateu nesta terça-feira (21/07) as acusações pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio de que a ilha representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.

Em pronunciamento, o líder cubano afirmou que Cuba “jamais agiu para prejudicar o povo norte-americano, nem teve a intenção de afetar a segurança nacional dos EUA”. De acordo com ele, ao longo da história, foram os próprios EUA que realizaram ações de espionagem e ataques contra Cuba em “níveis obscenos”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Díaz-Canel também criticou os recursos destinados por Washington a programas voltados para a mudança de regime em Cuba, classificando-os como iniciativas de subversão e terrorismo. Como exemplos de agressões sofridas pelo país, citou a introdução de doenças, entre elas a epidemia de dengue hemorrágica que, segundo o governo cubano, resultou na morte de 101 crianças, a explosão do voo da Cubana de Aviación em Barbados, que matou 73 pessoas, além de atentados a hotéis e supostas tentativas de assassinato contra líderes da Revolução.

Ao encerrar o discurso, o mandatário cubano voltou a condenar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, classificando a medida como um ato “genocida”.

Segundo ele, a sanções são agravadas pelo atual “bloqueio energético” e sustentou que a política norte-americana foi concebida para “exaurir o povo e minar seu apoio à Revolução”. Diante desse cenário, Díaz-Canel defendeu que Cuba exerce seu “direito legítimo” de se proteger diante das pressões externas.

As declarações do presidente cubano foram uma resposta ao relatório elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e divulgado na segunda-feira (20/ 07). No documento, Washington acusa Cuba de manter um amplo aparato de espionagem, capaz de se infiltrar em órgãos estratégicos norte-americanos, incluindo o Departamento de Defesa.

Segundo o governo dos EUA, a inteligência cubana manteve agentes infiltrados “durante décadas” tanto no corpo diplomático norte-americano quanto “nos mais altos escalões” do Departamento de Defesa.

(*) Com Telesur