Díaz-Canel rebate acusações de espionagem dos EUA e acusa Washington de agir contra Cuba
Presidente cubano afirma que ilha nunca buscou prejudicar norte-americanos, denuncia décadas de ataques contra seu país e classifica embargo como ‘genocida’
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rebateu nesta terça-feira (21/07) as acusações pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio de que a ilha representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.
Em pronunciamento, o líder cubano afirmou que Cuba “jamais agiu para prejudicar o povo norte-americano, nem teve a intenção de afetar a segurança nacional dos EUA”. De acordo com ele, ao longo da história, foram os próprios EUA que realizaram ações de espionagem e ataques contra Cuba em “níveis obscenos”.
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Díaz-Canel também criticou os recursos destinados por Washington a programas voltados para a mudança de regime em Cuba, classificando-os como iniciativas de subversão e terrorismo. Como exemplos de agressões sofridas pelo país, citou a introdução de doenças, entre elas a epidemia de dengue hemorrágica que, segundo o governo cubano, resultou na morte de 101 crianças, a explosão do voo da Cubana de Aviación em Barbados, que matou 73 pessoas, além de atentados a hotéis e supostas tentativas de assassinato contra líderes da Revolução.
Ao encerrar o discurso, o mandatário cubano voltou a condenar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, classificando a medida como um ato “genocida”.
Segundo ele, a sanções são agravadas pelo atual “bloqueio energético” e sustentou que a política norte-americana foi concebida para “exaurir o povo e minar seu apoio à Revolução”. Diante desse cenário, Díaz-Canel defendeu que Cuba exerce seu “direito legítimo” de se proteger diante das pressões externas.
Lo que ha hecho la Revolución cubana a lo largo de su historia es defenderse de estas sucesivas e interminables agresiones, por legítimo derecho. #Cuba jamás ha obrado para dañar al pueblo estadounidense, ni se ha propuesto afectar la seguridad nacional de EE.UU.
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— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) July 21, 2026
As declarações do presidente cubano foram uma resposta ao relatório elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e divulgado na segunda-feira (20/ 07). No documento, Washington acusa Cuba de manter um amplo aparato de espionagem, capaz de se infiltrar em órgãos estratégicos norte-americanos, incluindo o Departamento de Defesa.
Segundo o governo dos EUA, a inteligência cubana manteve agentes infiltrados “durante décadas” tanto no corpo diplomático norte-americano quanto “nos mais altos escalões” do Departamento de Defesa.
(*) Com Telesur























