Díaz-Canel repudia bloqueio energético dos EUA: 'imoral e criminoso'
Presidente cubano afirmou que medida atinge 'níveis sem precedentes' e penaliza empresas que vendem alimentos e medicamentos à ilha
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou duramente na segunda-feira (18/05) uma ordem executiva dos EUA que pressiona fornecedores de combustível.
“A ordem executiva que persegue e ameaça terceiros que querem vender combustível para Cuba e que extraterritorializa o bloqueio a níveis sem precedentes, penalizando empresas que querem investir em Cuba ou simplesmente nos fornecer bens básicos como alimentos, medicamentos, produtos de higiene, entre outros, é imoral, ilegal e criminosa”, escreveu Díaz-Canel em sua conta no Twitter.
Segundo o presidente, “o castigo coletivo a que o povo cubano está sendo submetido é um ato de genocídio que deve ser condenado pelas organizações internacionais e seus promotores devem ser processados”.
“Na liderança do nosso partido, estado, governo e instituições militares, ninguém possui bens ou propriedades a proteger sob jurisdição dos EUA. O governo dos EUA sabe disso perfeitamente bem; tanto que nem sequer há provas a apresentar”, continuou o presidente.
“A retórica de ódio anticubana tenta criar a ilusão da nossa existência para justificar a escalada da sua guerra econômica total. É por isso que continuaremos a denunciar, da forma mais firme e enérgica, o cerco genocida que busca estrangular o nosso povo”, concluiu.
En la dirección de nuestro Partido, Estado, Gobierno y sus instituciones militares, nadie tiene activo o propiedad que proteger bajo jurisdicción estadounidense.
El gobierno de EE.UU lo sabe de sobra, tanto es así que ni siquiera hay evidencia que presentar. La retórica…
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) May 19, 2026
Ameaça a Cuba
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a “numerosos países hostis”, abrigar “grupos terroristas transnacionais” e permitir o destacamento na ilha de “sofisticadas capacidades militares e de inteligência” da Rússia e da China.
Com base nesses argumentos, foram anunciadas tarifas contra os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.
A medida surge em meio à escalada das tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado consistentemente essas alegações e alertado que defenderá sua integridade territorial. O presidente cubano respondeu que “essa nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que se apropriou dos interesses do povo americano para obter ganhos puramente pessoais”.
Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.























