Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
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Com cerca de 90% das urnas apuradas, a candidata direitista do Partido Pueblo Soberano (PPSO), Laura Fernández, venceu as eleições presidenciais na Costa Rica, ocorridas neste domingo (01/01). Ela obteve 48,3% dos votos contra Álvaro Ramos, do Partido Liberación Nacional, que somou 33,3% nas urnas. Os demais 18 postulantes ao cargo não ultrapassaram 5% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país.

Férnandez tomará posse em 8 de maio. Apoiadora de Donald Trump e herdeira do atual presidente Rodrigues Chaves, de quem é chefe de gabinete, ela fez uma campanha defendendo o combate à criminalidade, inclusive, com a promessa de construir uma prisão de segurança máxima, aos moldes do governo Bukele, em El Salvador.

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Após a divulgação dos resultados, Fernández anunciou uma “mudança profunda e irreversível” no país, afirmando que pretende fundar uma terceira república. Aos opositores, prometeu “diálogo e conciliação”. “Nos cabe edificar a terceira república. O mandato que me dá o povo soberano é claro: a mudança será profunda e irreversível”, declarou.

Fernández disse que lutará incansavelmente para garantir que a Costa Rica “continue no caminho do crescimento econômico, da liberdade e, acima de tudo, do progresso do nosso povo”. Também afirmou que seu governo irá respeitar a Constituição, aplacando os receios, durante a campanha, de mudanças nas regras sobre mandatos presidenciais.

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@laurapresi2026

As eleições registraram abstenção de 30,04%, conforme o TSE, que classificou o pleito como “exemplar, livre e autêntico”. Mais de 3,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar para escolher presidente, dois vice-presidentes e os 57 deputados da Assembleia Legislativa para o período 2026–2031. A expectativa é que o governo aumente sua representação no parlamento.

Aos 39 anos, Laura Fernández se torna a segunda mulher a governar a Costa Rica, após Laura Chinchilla, eleita presidente em 2010. Ela é cientista política e ganhou projeção nacional ao ocupar cargos estratégicos no governo Chaves, onde atuou como ministra do Planejamento e chefe de Gabinete.

Nessas funções, ela coordenou políticas econômicas e reformas administrativas, incluindo a chamada Lei Jaguar, visando reduzir controles sobre obras públicas, o que foi posteriormente barrado pela Justiça, alegando inconstitucionalidade. Antes de integrar o governo Rodrigo Chaves, ela foi assessora legislativa e técnica ligada a projetos de reforma do Estado.