Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Após perder o segundo turno das eleições presidenciais do Chile neste domingo (14/12), a candidata do Partido Comunista, Jeannette Jara, fez um discurso no qual agradeceu os 5,1 milhões de votos que recebeu, que equivalem a 41,8% do total, e afirmou que a esquerda chilena fará uma “oposição propositiva” ao futuro presidente José Antonio Kast, de extrema direita.

“Na derrota é quando mais aprendemos, é quando a convicção democrática deve ser mais forte. Quero agradecer às milhões de pessoas que confiaram neste projeto, àquelas que trabalharam e se mobilizaram de norte a sul, àquelas que apoiaram incansavelmente esta campanha”, disse a ex-ministra do Trabalho no governo de Gabriel Boric.

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Jara havia vencido o primeiro turno eleitoral, realizado em 16 de novembro, mas foi superada no segundo turno por Kast, do Partido Republicano, que conquistou 7,2 milhões de voto, equivalentes a 58,2%.

Naquela primeira votação, há um mês, a candidata comunista obteve uma vantagem apertada sobre Kast: 26,9% contra 23,9% do adversário da extrema direita, que representaram uma diferença de pouco mais de 300 mil votos.

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Apesar do resultado negativo, a candidata comunista remarcou aos seus seguidores que “hoje não há espaço para desânimo; há uma tarefa que continua, com cada um de nós”.

“Aos milhões que votaram em mim, peço que transformem esta noite em um desafio. Que o trabalho, a justiça social, as instituições democráticas e o respeito aos direitos humanos continuem sendo os princípios que guiam o nosso progresso como país, e não o nosso retrocesso”, acrescentou a líder comunista.

Candidata comunista teve mais de 5 milhões de votos no segundo turno eleitoral do Chile
Jeannette Jara / X

Propositiva e firme

Em outro momento do discurso, Jara garantiu que, na oposição, a esquerda chilena irá “construir uma ampla aliança, um caminho de proporções históricas”.

“Nós (esquerda) não queremos um país dividido. Seremos uma oposição proativa e propositiva, uma oposição exigente, trabalhando para melhorar a vida do nosso povo, mas sem deixar de ser uma oposição firme, democrática e responsável em tudo o que possa nos fazer retroceder”, completou Jara.

Ao finalizar, Jara insistiu na ideia de que “nossa tarefa agora, como esquerda, exige muita autocrítica e reflexão. Não queremos promover o ódio”.

“Continuaremos a lutar corajosamente pelas necessidades urgentes do Chile. Para que as pessoas possam viver bem neste país. E nesse caminho, meus queridos amigos, nos encontraremos novamente”, concluiu a candidata comunista.

(*) Com colaboração de Mauricio Leandro Osorio e Fernanda Forgerini.