Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou novamente tomar Cuba e sugeriu enviar o porta-aviões Abraham Lincoln para a costa da ilha. O presidente afirmou que os Estados Unidos “assumirão o controle de Cuba quase imediatamente”.

“Na nossa volta do Irã, teremos um dos nossos maiores navios… talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo; faremos com que ele chegue até lá, pare a uns 100 metros da costa, e eles dirão: ‘Muito obrigado, nos rendemos'”, disse ele.

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Trump já havia ameaçado em diversas ocasiões tomar a ilha pela força. Em sua opinião, Cuba tem sido “terrivelmente mal administrada” e possui um “sistema terrível”. Em meio à sua ofensiva contra o Irã, o presidente norte-americano sugeriu a possibilidade de abrir outra frente de conflito no Caribe.

Na sexta-feira (01/05), a Casa Branca anunciou novas sanções contra o governo cubano, no âmbito da estratégia “América Primeiro”, acusando Havana de se aliar a “atores hostis” aos Estados Unidos.

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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reagiu nas redes sociais, afirmando que as sanções “reforçam o brutal bloqueio genocida” sofrido pela ilha. Em sua visão, a ordem executiva demonstra a “falência moral” de Trump e seu “desprezo” pelo povo americano e pela comunidade internacional.

Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a “numerosos países hostis”, abrigar “grupos terroristas transnacionais” e permitir o destacamento na ilha de “sofisticadas capacidades militares e de inteligência” da Rússia e da China.

Com base nesses argumentos, foram anunciadas tarifas contra os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida surge em meio à escalada das tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado consistentemente essas alegações e alertado que defenderá sua integridade territorial. O presidente cubano respondeu que “essa nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que se apropriou dos interesses do povo americano para obter ganhos puramente pessoais”.

Em 7 de março, Trump anunciou que “uma grande mudança está chegando em breve a Cuba”, acrescentando que está “chegando ao fim da linha”.

Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.