Equador anuncia reforma para conter impactos da alta do petróleo internacional no país
Medida do governo Noboa é temporária e prevê amortecer volatilidade dos preços dos combustíveis nos postos, evitando protestos por conta do valor
O governo do Equador anunciou nesta quinta-feira (09/07) uma reforma no sistema de estabilização de preços das gasolinas Extra e Ecopaís, além do diesel, em um mecanismo excepcional para amortecer a volatilidade dos preços dos recursos comercializados no país. De acordo com o comunicado emitido, a medida, que é temporária e entra em vigor neste domingo (12/07), tem como objetivo evitar que os aumentos internacionais dos preços do petróleo impactem no custo nacional dos combustíveis.
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— Presidencia Ecuador 🇪🇨 (@Presidencia_Ec) July 9, 2026
A medida foi oficializada pelo Decreto Executivo nº 444, pelo qual o presidente equatoriano Daniel Noboa ordenou a modificação do Regulamento Codificado da Regulação de Preços dos Derivados de Hidrocarbonetos. Conforme o jornal El Mercurio, “nos últimos meses, os valores de Extra, Ecopaís, diesel atingiram números nunca antes vistos no país”.
As autoridades governamentais também apontaram, em nota, que quando as condições do mercado internacional se apresentam favoráveis e os preços dos combustíveis caem, essa redução pode ser repassada ao consumidor. Desta forma, explica o governo que a medida alcançaria as famílias, o setor de transporte e as atividades produtivas que dependem do uso de combustíveis.
A gestão de Noboa ainda reiterou que o fornecimento de combustíveis é garantido em todo o território nacional, destacando que a Agência para a Regulação e Controle de Hidrocarbonetos (ARCH) continuará realizando operações para monitorar o fornecimento, em conformidade com os preços atuais e a qualidade dos combustíveis comercializados nos postos de serviço.
Em setembro do ano passado, o Equador foi palco de protestos contra o fim do subsídio do diesel e no aumento do preço do recurso. Na ocasião, presidente Noboa declarou estado de exceção em 10 províncias do país, argumentando de que se trata em resposta à “grave comoção interna, gerada pelas paralisações, atos de violência e bloqueios de vias”.
De acordo com o comunicado emitido na ocasião, as ações dos manifestantes “alteraram a ordem pública e afetaram os direitos fundamentais da cidadania”. Como resultado os protestos e repressão policial, cerca de 150 pessoas ficaram feridas, enquanto mais de 100 foram presas e uma morte foi registrada.
























