Estados Unidos reforçam presença no Equador para fornecer 'apoio de segurança'
Autoridades assinaram acordo que permite envio de tropas norte-americanas apesar dos equatorianos terem rejeitado medida em plebiscito
Uma reunião realizada em Quito entre altos funcionários do governo equatoriano e Joseph M. Humire, Subsecretário de Estado Adjunto dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, deixou claros indícios de um fortalecimento da presença estadunidense no Equador para fornecer “apoio militar”.
O Ministério das Relações Exteriores do Equador divulgou um breve comunicado em sua conta X, no qual Humire reiterou o “firme compromisso” do Equador e enfatizou seu papel como “parceiro estratégico” dos Estados Unidos na região.
Em um ato de obediência às ordens da Casa Branca, Gabriela Sommerfeld, ministra das Relações Exteriores do Equador, liderou a delegação que recebeu o oficial norte-americano. Entre os presentes do país sul-americano estavam os ministros da Defesa, Gian Carlo Loffredo, e do Interior, John Reimberg, além de outros membros do Gabinete de Segurança.
O próprio Ministério das Relações Exteriores do Equador afirma que a reunião ocorreu no âmbito da cooperação em matéria de “segurança e combate ao crime organizado transnacional“.
¡ECUADOR SE CONVIERTE EN UNO DE LOS PRINCIPALES SOCIOS EN SEGURIDAD DE ESTADOS UNIDOS! 🇪🇨🤝🇺🇸
➡️El ministro de Defensa Nacional, @MinLoffredoEc, junto a la Canciller @gabisommerfeld, el ministro del Interior,@JohnReimberg, el viceministro de Defensa, Roberto Quintero, y el jefe… pic.twitter.com/hXPf3wyU51
— Ministerio de Defensa Nacional del Ecuador (@DefensaEc) January 25, 2026
Após a reunião, Reimberg e Loffredo enfatizaram a disposição dos Estados Unidos em “proteger” o Equador, reforçando a segurança do país para manter o controle sobre o tráfico de drogas e o crime organizado nos portos e aeroportos equatorianos.
Reimberg afirmou que aqueles que tentarem usar os portos equatorianos para atividades ilícitas “serão atacados”.
Essas disposições, no entanto, não estão isentas de controvérsia: em novembro passado, um referendo e uma consulta popular no Equador deixaram clara a rejeição da reativação das bases militares norte-americanas no país.
Nesse sentido, as políticas militares do governo equatoriano em relação aos Estados Unidos contrastam fortemente com a rejeição do povo equatoriano a qualquer interferência estadunidense. Para se proteger do escrutínio público, o Ministério das Relações Exteriores declarou que ambas as nações reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento das relações bilaterais, com ênfase em práticas de cooperação que respeitem a soberania e as particularidades constitucionais do Equador.























