Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Uma reunião realizada em Quito entre altos funcionários do governo equatoriano e Joseph M. Humire, Subsecretário de Estado Adjunto dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, deixou claros indícios de um fortalecimento da presença estadunidense no Equador para fornecer “apoio militar”.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador divulgou um breve comunicado em sua conta X, no qual Humire reiterou o “firme compromisso” do Equador e enfatizou seu papel como “parceiro estratégico” dos Estados Unidos na região.

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Em um ato de obediência às ordens da Casa Branca, Gabriela Sommerfeld, ministra das Relações Exteriores do Equador, liderou a delegação que recebeu o oficial norte-americano. Entre os presentes do país sul-americano estavam os ministros da Defesa, Gian Carlo Loffredo, e do Interior, John Reimberg, além de outros membros do Gabinete de Segurança.

O próprio Ministério das Relações Exteriores do Equador afirma que a reunião ocorreu no âmbito da cooperação em matéria de “segurança e combate ao crime organizado transnacional“.

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Após a reunião, Reimberg e Loffredo enfatizaram a disposição dos Estados Unidos em “proteger” o Equador, reforçando a segurança do país para manter o controle sobre o tráfico de drogas e o crime organizado nos portos e aeroportos equatorianos.

Reimberg afirmou que aqueles que tentarem usar os portos equatorianos para atividades ilícitas “serão atacados”.

Essas disposições, no entanto, não estão isentas de controvérsia: em novembro passado, um referendo e uma consulta popular no Equador deixaram clara a rejeição da reativação das bases militares norte-americanas no país.

Nesse sentido, as políticas militares do governo equatoriano em relação aos Estados Unidos contrastam fortemente com a rejeição do povo equatoriano a qualquer interferência estadunidense. Para se proteger do escrutínio público, o Ministério das Relações Exteriores declarou que ambas as nações reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento das relações bilaterais, com ênfase em práticas de cooperação que respeitem a soberania e as particularidades constitucionais do Equador.