EUA atacam navio no Caribe alegando suposto ‘narcoterrorismo’ e matam três pessoas
Sem provas, Comando Sul dos EUA disse que embarcação estava envolvida em 'tráfico de narcóticos'; operação ocorre em meio a ameaças de agressão militar a Cuba
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom, na sigla em inglês) relatou no domingo (19/04) ter matado três pessoas durante um ataque direcionado a uma embarcação nas águas do Caribe, indicada pelo país norte-americano como parte das rotas usadas pelo suposto narcoterrorismo organizado. A ação ocorre em meio às ameaças do presidente Donald Trump de agredir militarmente Cuba, que enfrenta uma grave crise humanitária diante do bloqueio imposto por Washington.
O anúncio foi feito pela plataforma X. As Forças Armadas confirmaram a operação e detalharam que “a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra um navio operado por Organizações Terroristas Designadas”.
“A inteligência confirmou que o navio estava transitando por rotas conhecidas de tráfico de narcóticos no Caribe e estava envolvido em operações de tráfico de narcóticos. Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação. Nenhuma força militar dos EUA foi ferida”, diz a postagem, acompanhada por um vídeo que registra o exato momento do ataque.
On April 19, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known… pic.twitter.com/yMtPhXBdNn
— U.S. Southern Command (@Southcom) April 20, 2026
A operação norte-americana faz parte da estratégia chamada “Lanza Sur”, que nas últimas duas semanas levou à destruição de cinco embarcações ligadas a supostas atividades ilícitas na região.
As ações remontam a setembro passado, quando a administração de Donald Trump ordenou, antes da invasão à Venezuela, que as operações em alto mar fossem integradas a uma política de interceptação de navios suspeitos no Caribe e no Pacífico. Segundo relatórios oficiais, quase 60 incursões semelhantes foram realizadas, resultando na morte de pelo menos 180 pessoas.
Na ocasião, o Pentágono justificou o desdobramento militar como parte da luta contra o tráfico de drogas e o crime organizado, descrevendo-o como a maior operação naval da história recente da região.
(*) Com Telesur























