Uma delegação da Venezuela está participando da Cúpula de Energia do G20, que se realiza esta semana na cidade norte-americana de Houston, no Texas.
A presença da Venezuela no evento foi possível graças a um convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A delegação venezuelana está encabeçada pela ministra do Petróleo, Paula Henao e também conta com a presença de Jovanny Martínez, que é vice-presidente da estatal petrolífera do país, a Petróleos de Venezuela (PDVSA).
Durante a cúpula, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, justificou o convite a Caracas indicando o interesse de Washington de “deslocar o centro geopolítico do Oriente Médio, com todas essas preocupações sobre a instabilidade na região, para o Hemisfério Ocidental”.
A participação do país sul-americano no evento ocorre em simultâneo a uma decisão do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, por sua sigla em inglês) que flexibiliza as sanções aplicadas à PDVSA.
A mudança permite à empresa realizar suas operações de forma legal, segundo as normas de exploração norte-americanas, além de possibilitar, justamente, a atuação de seus executivos em eventos internacionais.

Em termos documentais, a medida da OFAC – órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos –, outorga à PDVSA a Licença Geral 52C, substituindo completamente a regulamentação anterior, a 52B, que incluía mais restrições.
A nova política adotada pelos Estados Unidos desde o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro passado, resultou na derrubada de boa parte das mais de mil sanções aplicadas pelo país contra a estatal venezuelana desde 2014 – adotadas não só durante os mandatos de Trump, mas também pelas administrações de Barack Obama (2009-2017) e Joe Biden (2021-2025).
Segundo o Observatório Venezuelano Antibloqueio, 1.089 sanções foram aplicadas contra o país no período, 917 impostas diretamente por governos e 172 por instituições financeiras, judiciais e outras.