Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (24/08) ter matado dois homens em um ataque aéreo realizado na véspera contra um barco de supostos traficantes de drogas no leste do oceano Pacífico. Segundo o Comando Sul das Forças Armadas americanas (Southcom), a embarcação “operava ao longo de rotas conhecidas do narcotráfico” na região.

“Informações de inteligência confirmadas revelaram o envolvimento ativo desta embarcação no tráfico de drogas. A operação resultou na eliminação de dois narcoterroristas”, afirmou o Southcom.

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Em um vídeo em preto e branco divulgado pelos militares, um barco pode ser visto se movendo rapidamente pela água antes de ser atingido por um projétil e pulverizado em uma grande explosão.

EUA amplia presença militar no Pacífico

Essas operações fazem parte de uma estratégia mais ampla adotada por Washington para ampliar sua presença militar nas principais rotas marítimas utilizadas pelo narcotráfico na bacia do Caribe e no Pacífico oriental.

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Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos intensificaram o emprego de meios navais, aeronaves de vigilância e drones na região, justificando a medida pela necessidade de interromper o fluxo de drogas destinadas ao mercado norte-americano.

O governo também passou a classificar determinados cartéis latino-americanos como organizações terroristas, ampliando o papel das Forças Armadas em missões tradicionalmente conduzidas por agências de segurança e aplicação da lei.

A política foi ampliada em 2026 com a inclusão do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Brasil, na lista norte-americana de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). Washington afirma que os grupos mantêm redes criminosas transnacionais ligadas ao narcotráfico e à violência organizada, justificando sua designação no âmbito da estratégia de combate ao chamado “narcoterrorismo”.

O número de mortos em ataques aéreos dos EUA no Caribe e no Pacífico oriental ultrapassou 200 desde o início dessas operações, em setembro de 2025, com o objetivo declarado de combater o fluxo de drogas para os Estados Unidos por via marítima.

Direito Internacional

Críticos da estratégia afirmam que a crescente militarização do combate ao narcotráfico representa uma mudança significativa na política de segurança dos Estados Unidos para a região. Segundo especialistas e organizações de direitos humanos, o uso de ataques letais contra embarcações suspeitas levanta questionamentos sobre o respeito ao direito internacional, à soberania dos países envolvidos e às garantias de devido processo legal para os indivíduos alvejados.

O governo Trump nunca apresentou provas concretas para sustentar a alegação de que as embarcações alvejadas estavam de fato envolvidas com o tráfico de drogas. Especialistas e funcionários da ONU denunciaram esses ataques como execuções extrajudiciais.