Terça-feira, 16 de junho de 2026
APOIE
Menu

O ex-presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, foi considerado culpado por desacato após não comparecer ao tribunal, nesta segunda-feira (11/05). O Ministério Público boliviano alega que a “ausência injustificada” confirma o “status de fugitivo” do ex-presidente, justificando a ordem de prisão e a proibição dele sair do país.

O juiz Luis Ortiz Flores advertiu que sua ausência impede a continuidade do processo até que ele se apresente. Na sexta-feira (08/05), o advogado de Morales, Wilfredo Chávez, havia adiantado que seu cliente não compareceria ao julgamento, argumentando que não houve uma notificação formal adequada.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Nas redes sociais, o líder boliviano denunciou ser vítima de uma “guerra jurídica”. “O governo está realizando contra mim uma perseguição judicial e midiática brutal, com acusações fabricadas para me aniquilar moral e fisicamente”, disse.

Morales é acusado de ter mantido um suposto relacionamento com uma menor de idade em 2016, quando ainda estava no cargo. Segundo a acusação, os pais teriam sido coniventes em troca de benefícios e Evo teria tido um filho com a jovem.

Mais lidas

Evo Morales foi presidente da Bolívia por quase 14 anos
Evo Pueblo / X

Cindy Saraí Vargas Pozo, identificada como vítima de um suposto “tráfico humano agravado” pelo Ministério Público boliviano nega o relacionamento com Evo e pede o encerramento do caso. “Eu não sou vítima, não houve fato nem exploração”, afirma em documento enviado ao Tribunal Contra a Violência contra a Mulher Primeiro de Tarija. O texto aponta que o crime de tráfico humano não pode ser configurado se ela mesma negar a existência de violações.

‘Convulsão social’

O ex-presidente tem se mantido em Chapare desde o final de 2024, protegido por apoiadores que ameaçam resistir a qualquer tentativa de capturá-lo. O líder dos produtores de coca da Bolívia, Dieter Mendoza, alertou que uma eventual prisão do ex-presidente poderá provocar uma “insurgência” e mergulhar o país em uma onda de convulsão social.

“Se tocarem no Evo Morales, o país vai convulsionar como você não pode imaginar, haverá uma insurgência no território nacional da Bolívia”, disse à rádio Kawsachun Coca. Ele convocou os setores do Trópico de Cochabamba, reduto político e sindical, a permanecerem em “estado de alerta máximo”.