Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a organização agirá com “grande rapidez” para garantir que a Venezuela tenha acesso a mecanismos de financiamento, após a retomada das relações depois de sete anos de afastamento.

“Vamos agir com muita rapidez, pois o que observamos é encorajador”, disse Georgieva, citada pela EFE.

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O principal representante do FMI afirmou que a organização está pronta para formar um grupo de trabalho com o país sul-americano e declarou que já estão em contato com o Ministério da Fazenda da Venezuela, o Banco Central da Venezuela (BCV) e o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Existe algum programa de financiamento por perto?

A chefe da organização internacional também levantou a possibilidade de se estabelecer um mecanismo para Caracas. “Provavelmente teremos que implementar um programa de apoio financeiro para a Venezuela, desde que possamos chegar a um acordo sobre o caminho a seguir”, disse ela.

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“As autoridades venezuelanas já estão fornecendo informações. Elas se mostraram engajadas, demonstrando boa fé de forma construtiva”, afirmou Georgieva.

A vice-presidente Delcy Rodríguez esclareceu que a medida só entrará em vigor se a Venezuela sofrer uma agressão direta dos EUA

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez
Foto: vicepresidencia_ve

A diretora do FMI afirmou estar “otimista”, embora “o processo não seja fácil” e “exija esforço”. Para ela, a restauração das relações com a Venezuela é uma “boa notícia”.

O que Caracas disse

Em contrapartida, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, esclareceu que não há planos para um “programa de dívida com o FMI” e acrescentou que o governo do país sul-americano busca “recuperar seus direitos” na organização internacional.

Rodríguez explicou que a retomada das relações com o FMI teve como objetivo o acesso aos US$ 5 bilhões, “que pertencem à Venezuela”, e que serão utilizados para a recuperação integral do país e a proteção social dos trabalhadores, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

Esse montante provém de Direitos Especiais de Saque (DES), um ativo de reserva internacional criado pela organização para complementar as reservas oficiais de seus países membros, alocado em 2021 às nações que a compõem em meio à crise do coronavírus.

Naquela ocasião, Caracas recebeu uma verba de 5 bilhões de dólares, que foi “congelada” porque a organização não reconhecia as instituições venezuelanas.