Governo cubano restabelece energia de forma gradual após apagão
Colapso do Sistema Elétrico Nacional (SEN) deixou 11 milhões sem eletricidade; Trump diz que terá ‘a honra de tomar Cuba’
O governo cubano está realizando esforços para o restabelecimento da energia no país, após o colapso do Sistema Elétrico Nacional (SEN), nesta segunda-feira (16/03), que deixou 11 milhões de pessoas sem eletricidade. Protocolos de emergência foram acionados e a energia está sendo reestabelecida de forma gradual, afirmou o Ministério de Energia e Minas de Cuba.
“O estabelecimento da SEN está progredindo”, diz a nota, ao informar que microssistemas de eletricidade estão operando nas provinciais e que o governo vem criando condições para alcançar maiores unidades geradoras de energia.
Segundo a Companhia Elétrica de Havana, até a noite desta segunda-feira, cerca de 7,7% do fornecimento havia sido recuperado, com a reativação de 22 circuitos de distribuição, beneficiando mais de 66 mil consumidores.
Ao menos 18 hospitais conseguiram manter serviços essenciais durante o processo de restauração. A causa do apagão ainda está sob investigação, informou a pasta.

Governo cubano reestabelece energia de forma gradual após apagão
Enrique Atiénzar Rivero / Fotos Públicas
Declarações de Trump
Em meio aos esforços do governo cubano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas que poderá “tomar Cuba” e agir como quiser em relação à Ilha. “Eu realmente acredito que terei a honra de tomar Cuba”, declarou.
Questionado sobre o termo, Trump salientou: “tomar Cuba de algum jeito, sim, tomar Cuba, quero dizer, libertá-la, tomá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela”.
Disse ainda que o país é uma “nação falida”. “Eles não têm dinheiro, não têm petróleo, não têm nada. Eles têm terras boas, uma paisagem bonita, é uma ilha linda. E acho que tem ótimas pessoas”, afirmou.
O ataque de Washington contra o país ganhou escalada em 29 de janeiro, quando Trump ameaçou sancionar todas as nações que vendessem ou comercializassem petróleo com Havana.
Três meses de bloqueio
“Já se passaram mais de três meses desde que qualquer navio de combustível entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de todo o nosso povo”, afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
O impacto das sanções atingiu setores vitais da economia e da vida cotidiana, incluindo transporte, produção de alimentos, educação e funcionamento de hospitais. Autoridades cubanas denunciam que as medidas configuram punição coletiva e violam princípios do direito internacional e da liberdade de comércio, além de agravarem uma situação humanitária já fragilizada por décadas de embargo econômico.
Paralelamente à pressão, Washington e Havana iniciaram contatos preliminares para tratar de diferenças bilaterais. Díaz-Canel afirmou que as negociações estão em estágio inicial e exigem cautela. “Esses são processos feitos com grande discrição. Esses são processos longos que devem ser iniciados primeiro estabelecendo contatos, existindo possibilidades de canais de diálogo e havendo disposição para o diálogo”, explicou, na sexta-feira (13/03).
























