Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum criticou, nesta quinta-feira (13/08), Alejandro Moreno, presidente do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI), que pediu aos Estados Unidos a revogação dos vistos de autoridades eleitorais mexicanas.

“O que o presidente do PRI está fazendo dispensa comentários (…), imagine, ele é o presidente de um partido político quase extinto, mas, como presidente de um partido político no México, ele vai e entra com uma ação nos Estados Unidos pedindo a revogação de vistos, bem, é ridículo”, respondeu a presidenta após ser questionada sobre o assunto em uma coletiva de imprensa.

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Na última segunda-feira (10/08), Moreno pediu ao Departamento de Estado dos EUA que impusesse sanções econômicas e revogasse os vistos de Arturo Castillo Loza, Rita Bell López Vences e Frida Denisse Gómez Puga, assessores do Instituto Nacional Eleitoral (INE), a quem acusou de restringir sua “liberdade de expressão” e perseguir opositores do governo, já que o haviam instruído a deixar de se referir ao Movimento de Regeneração Nacional (Morena), partido governista, como um “narcopartido”.

“Este é o nível mais baixo de confiança no México. (Moreno) não acredita no México nem nos mexicanos. O que diriam os membros do PRI de dez anos atrás sobre o que o presidente do PRI está fazendo?”, questionou Sheinbaum, lembrando que durante décadas o PRI foi um partido nacionalista.

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A presidenta também minimizou o impacto potencial do congressista opositor nos EUA. “Não sei quanta credibilidade ele tem; acho que não tem nenhuma lá”, disse ela, explicando que a soberania de um país só é garantida por um governo que respeita seu povo.

“(O trabalho político) é feito aqui, você busca votos para o seu partido, para o seu projeto nacional. Você tem que convencer o povo mexicano”, disse, alertando que não faz sentido pedir a intervenção de outros países.

Em resposta, o partido governista iniciou o processo de cassação da imunidade parlamentar do presidente do PRI para expulsá-lo da Câmara dos Deputados, para que ele pudesse enfrentar um processo criminal pelo crime de “traição à pátria”, já que havia solicitado a interferência dos EUA em assuntos políticos internos.