Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou no domingo (17/05) uma campanha de desinformação destinada a prejudicar a campanha eleitoral do candidato presidencial de esquerda pelo Pacto Histórico, Iván Cepeda. O presidente sugeriu publicamente que a manipulação em massa poderia estar ligada ao Hondurasgate, uma conspiração internacional da direita para desestabilizar governos progressistas na América Latina.

A controvérsia aumentou após a divulgação de uma gravação de áudio na qual um homem, fingindo ser um dissidente das FARC, exigia violentamente que os agricultores votassem na coligação governante. Petro descreveu isso como um crime grave contra o processo democrático e solicitou formalmente que os tribunais determinassem a verdadeira extensão dessas operações desestabilizadoras.

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Investigações preliminares da Polícia Nacional e do Ministério da Defesa descartaram rapidamente qualquer ligação entre o material e grupos armados ilegais que operam no território. As autoridades confirmaram que a gravação foi feita e enviada de uma prisão em Tolima por um detento comum envolvido em extorsão telefônica.

Em resposta a esses acontecimentos, o candidato Iván Cepeda, que atualmente lidera as pesquisas para as eleições de 31 de maio, rejeitou categoricamente as acusações. O pré-candidato à presidência condenou todas as formas de pressão ilegal sobre os eleitores e esclareceu que seu movimento político não tolera apoio de organizações criminosas de qualquer tipo.

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O governo Petro insistiu que todas as garantias institucionais necessárias serão fornecidas para salvaguardar a transparência da contagem de votos e a liberdade de expressão dos cidadãos.

Liderança nas pesquisas eleitorais

O representante do movimento progressista Pacto Histórico, Iván Cepeda, planeja culminar suas atividades públicas com um evento na Plaza de Bolívar, nesta capital, na próxima sexta-feira (22/05), enquanto o direitista Abelardo De la Espriella informou que realizará comícios na cidade de Barranquilla no sábado (23/05), e em Medellín no domingo (24/05).

Por outro lado, a campanha da representante do Centro Democrático, a direitista Paloma Valencia, confirmou que o evento central e final de encerramento acontecerá no domingo (24/05) na Movistar Arena, em Bogotá.

A equipe de Cepeda espera vencer no primeiro turno, para o qual precisa obter 50% mais um dos votos válidos no pleito eleitoral em 31 de maio. Caso vá para um segundo turno, será no dia 21 de junho.

Segundo o Ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, citado pelo jornal Prensa Latina, 246 mil homens e mulheres da Força Pública serão mobilizados em todo o país para garantir a segurança das eleições presidenciais.

Do número total de cidadãos que compõem o censo eleitoral para as eleições presidenciais, 40.007.312 poderão votar na Colômbia e 1.414.661 no exterior. O Cadastro Nacional garantiu que instalará um total de 13.742 seções eleitorais, nas quais 120.527 mesas serão disponibilizadas.

(*) com teleSUR