Honduras: Nasralla acusa candidato apoiado pelos EUA de ‘roubar votos’
Segundo candidato do Partido Liberal, 'sistema foi manipulado', já que seu partido recebeu '20% mais votos reais' do que o de Nasry 'Tito' Asfura
O candidato do Partido Liberal à Presidência de Honduras, Salvador Nasralla, acusou nesta terça-feira (09/12) Nasry “Tito” Asfura (Partido Nacional), apoiado por Trump, de “roubo” de votos, pedindo uma recontagem das cédulas eleitorais.
Nasralla fez a queixa após 99% dos votos apurados mostrarem uma pequena vantagem de Asfura. Segundo ele, “o sistema foi manipulado”, já que seu partido recebeu “20% mais votos reais” do que o de seu oponente.
Em uma publicação na rede social X, o político pediu uma “contagem voto a voto” das seções eleitorais. Segundo ele, “o reconhecimento biométrico não foi utilizado e as cédulas foram preenchidas aleatoriamente” durante a apuração.
A acusação de Nasralla é similar às denúncias da candidata da esquerda, Rixi Moncada (Partido Liberdade e Refundação). A política também denunciou fraudes e acusou os EUA de interferirem no pleito hondurenho, adiantando que não reconhecerá os resultados da votação ocorrida em 30 de novembro.

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Salvador Nasralla/X
De acordo com os últimos resultados preliminares, o candidato apoiado por Trump recebeu 40,53% dos votos (1.298.835), contra 39,16% (1.256.428) de Nasralla, uma margem de 43.766 votos. Moncada aparece bem atrás, com 19,32%.
No entanto, a contagem das cédulas ainda não está concluída, já que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) precisa averiguar pelo menos 2.749 contestações por supostas “inconsistências”, englobando 14,5% (618.448) do total de votos válidos.
A Justiça eleitoral hondurenha tem até 30 de dezembro para anunciar o vencedor da disputa ao cargo presidencial. Desde 2022, o país é governado pela presidente Xiomara Castro, do mesmo partido de Moncada.
(*) Com Ansa























