Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O Tribunal de Justiça de La Paz confirmou na quinta-feira (18/12) a prisão preventiva de cinco meses do ex-presidente da Bolívia, Luis Arce, acusado de envolvimento em suposto esquema de corrupção na administração de um fundo destinado a projetos indígenas durante seu mandato como ministro da Economia.

A decisão veio após a defesa do ex-chefe de Estado apresentar um recurso para revogar a medida de precaução decretada na semana passada. De acordo com o Ministério Público boliviano, interpretou-se um risco de fuga e interferência no processo, porque Arce teria declarado um endereço onde não reside e atualmente não tem um emprego estável.

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O processo acusa as ações tomadas pelo político quando liderava a pasta econômica do governo de Evo Morales (2006-2019). Segundo o MP, o ex-presidente teria autorizado a transferência de dinheiro público a contas de dirigentes camponeses para o desenvolvimento de projetos agrícolas que ficaram inacabados. O órgão sustenta que, de “mais de 3.500 projetos” financiados, “nem metade foi concluída” e haveria evidências de “desembolsos para contas privadas de líderes” de organizações sociais.

Na última sexta-feira (12/12), Arce se declarou inocente diante da investigação por crimes de conduta antieconômica e violação de deveres. Já no dia anterior, em uma carta manuscrita e divulgada nas redes sociais, Arce denunciou que a ratificação da detenção preventiva confirma “a violação do devido processo” e o “caráter político” de sua prisão.

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“Era previsível que isso acontecesse, porque diante de medidas neoliberais que ameaçam os interesses do povo, eles precisam de bodes expiatórios e cortinas de fumaça que deixem em segundo plano as questões importantes que o governo nacional não quer que sejam discutidas”, disse Arce, mencionando a recente retirada do subsídio ao combustível ordenado pelo governo do novo presidente conservador Rodrigo Paz.

(*) Com Telesur