Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O Tribunal Distrital do Sul de Nova York autorizou, nesta sexta-feira (25/04), que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores utilizem recursos vinculados ao Estado venezuelano para financiar sua defesa jurídica no processo que enfrentam em Nova York.

A decisão foi tomada pelo juiz Alvin Hellerstein, após os advogados particulares abandonarem a defesa do casal por não conseguirem receber honorários devido ao bloqueio de ativos venezuelanos imposto pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

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Em 20 de março, Washington revogou, sem explicações, a licença que permitia à Venezuela financiar a representação legal do presidente Maduro e da primeira-dama. Na ação, a defesa argumentou que as sanções impediam o pleno exercício do direito à ampla defesa, garantido pela Constituição norte-americana.

O impasse esteve diretamente ligado às sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. A Casa Branca  alegava que Maduro não poderia acessar os recursos públicos porque não o reconhecia mais como presidente.

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Diante do risco de interrupção do julgamento por falta de representação legal, o tribunal permitiu o uso dos recursos vinculados ao governo venezuelano, desde sejam realizados “com fundos disponíveis para o governo da Venezuela após 5 de março de 2026”, não provenham de “ativos derivados da venda de petróleo ou diluentes depositados nas contas do Tesouro dos EUA”; e das reservas de ouro historicamente bloqueadas.

Em 3 de janeiro de 2026, as forças norte-americanas sequestraram Maduro e Flores em território venezuelano e os transferiram para Nova York. Eles já declararam duas vezes perante o Tribunal a sua inocência das acusações de Washington sobre conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e outros crimes.

O início do julgamento ainda não tem data prevista.