Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão segundo turno no Peru
Candidata de direita ficou em primeiro lugar no primeiro turno com 17,1% dos votos e esquerdista obteve 12%; votação será em 7 de junho
A candidata de direita, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, disputarão o segundo turno da eleição presidencial no Peru, marcado para 7 de junho, anunciou neste domingo (17/05) a autoridade eleitoral ao proclamar oficialmente os resultados do primeiro turno.
A filha do ditador Alberto Fujimori ficou em primeiro lugar no primeiro turno, em abril, com 17,1% dos votos, seguida por Sánchez, com 12%, detalhou o Júri Nacional de Eleições (JNE) após concluir a apuração oficial do caótico pleito de 12 de abril.
Os candidatos “que obtiveram as duas maiores maiorias relativas” são Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, declarou o presidente do JNE, Roberto Burneo, em entrevista coletiva.
O ultraconservador Rafael López Aliaga, que terminou em terceiro lugar com 11,9%, ficou atrás de Sánchez por apenas 21.209 votos.
Proclamación de resultados de la elección presidencial de las Elecciones Generales #EG2026🗳️ pic.twitter.com/D6qWNudJEW
— JNE Perú (@JNE_Peru) May 17, 2026
A eleição ocorre em um contexto de forte instabilidade política: desde 2016, o Peru teve oito presidentes, a maioria destituída ou renunciante em meio a escândalos de corrupção. O país também enfrenta uma grave crise de segurança ligada ao avanço do crime organizado.
O primeiro turno foi marcado por atrasos na distribuição do material eleitoral em Lima, o que obrigou as autoridades a reabrirem alguns locais de votação no dia seguinte.
A missão de observação eleitoral da União Europeia mencionou “falhas graves”, mas afirmou não ter encontrado “nenhuma prova objetiva” de fraude.
A campanha para o segundo turno promete ser altamente polarizada, semelhante ao duelo de 2021 entre Keiko Fujimori e o então presidente de esquerda Pedro Castillo (julho de 2021 a dezembro de 2022).
Esta será a quarta tentativa de Keiko Fujimori, de 50 anos, de chegar à presidência.
Para Roberto Sánchez, de 57 anos, trata-se de sua primeira candidatura. Ele enfrenta atualmente problemas judiciais: o Ministério Público pediu cinco anos e quatro meses de prisão por, segundo a acusação, ter fornecido informações falsas às autoridades eleitorais.
























