Sábado, 6 de junho de 2026
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O ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador afirmou nesta quarta-feira (03/06) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será lembrado como um governante “imprudente”, por seus conflitos com Canadá, Dinamarca, Groenlândia e outras nações.

Em mensagem divulgada na plataforma X, ele manifestou apoio ao governo da presidente Claudia Sheinbaum, pedindo a Trump que retome a relação positiva com o país mantida durante seu primeiro mandato. “Pelo bem de todos, volte o outro Trump”, afirmou.

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Na postagem, o ex-presidente anexou uma longa carta, em que traz um histórico das relações entre os dois países, durante o seu mandato no México. Segundo ele, “alguns funcionários dos Estados Unidos estão tramando para enfraquecer o Movimento de Regeneração Nacional (Morena)” visando a volta ao poder de forças políticas alinhadas aos interesses de Washington.

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“O Trump de agora é diferente daquele com quem tratei”, afirmou López Obrador, com base no que testemunhou anteriormente, ressaltando que os dois países resolveram vários assuntos “em benefício de nossos povos, por meio do diálogo fundamentado e sem confrontação”.

‘Assessores fanáticos’

“Em poucas ocasiões tivemos divergências; na verdade, só me recordo de uma controvérsia acalorada, quando, por causa da questão migratória, ele ameaçou impor tarifas, o que nos levaria a responder da mesma forma. Felizmente, porém, chegamos a um acordo antes que o conflito se agravasse”, acrescentou. 

Ele também destacou que, durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump “se absteve de falar mal dos mexicanos e de mencionar o muro”, além de ter colaborado em temas comerciais e diplomáticos.

“Por isso me intriga e me pergunto: por que o presidente Trump mudou tanto em poucos anos?”, questionou, ao atribuir a mudança de comportamento ao fato do mandatário do Estados Unidos “não exercer sua liderança de forma tão direta como antes”, dependendo com mais frequência, na tomada de decisões, “de seus conselheiros inexperientes, ressentidos e fanáticos, que não são exatamente homens de Estado.”