Terça-feira, 3 de março de 2026
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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recomendou nesta segunda-feira (09/02) que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, com quem deve se reunir em março em Washington, evite provocações e demonstrações de força militar. Em tom de brincadeira, o petista declarou que se o republicano soubesse do seu “parentesco com Lampião”, não provocaria o Brasil.

“Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, argumentou o mandatário durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo. 

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Em outro momento de seu discurso, o líder brasileiro voltou a defender o multilateralismo, destacando que a “briga” de sua nação não é contra o seu homólogo, mas sim na “construção da narrativa”.

“Eu não quero briga com ele, não sou doido. Vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga na construção da narrativa. Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Nós precisamos provar, num debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos em uma parte do mundo”, disse.

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Na avaliação de Lula, o unilateralismo é um dos fatores responsáveis pelo aumento das tensões militares em diferentes regiões do planeta.

“O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou sobre a Bolívia, mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos ou do que a China”, afirmou.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda em São Paulo
Ricardo Stuckert/PR

Em 26 de janeiro, ambos os mandatários acertaram uma reunião bilateral na Casa Branca para tratar de uma ampla agenda de temas. Na semana passada, durante uma entrevista ao canal UOL, Lula reafirmou a disposição em discutir qualquer assunto com o republicano no eventual encontro, destacando o interesse em garantir que a América Latina continue sendo um território de “paz”.

Além disso, o presidente brasileiro destacou que integraria no chamado “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza, arquitetado por Trump, apenas com a condição de que haja participação palestina em sua direção.

(*) Com Ansa