Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Paraguai, Santiago Peña, tiveram uma conversa por telefone sobre a repercussão das falas do mandatário brasileiro que geraram uma controvérsia histórica e causaram indignação no país vizinho.

A declaração ocorreu na última sexta-feira (24/07), quando, em um evento no interior de São Paulo, Lula disse que forças militares do país vizinho teriam invadido parte do território brasileiro durante a Guerra do Paraguai (1864-1870).

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A informação sobre o telefonema entre os dois mandatários foi revelada pelo chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30/07).

O diplomata não especificou quando a ligação se realizou, mas disse que foi informado ao mandatário brasileiro que o representante do Itamaraty em Assunção, José Antônio Marcondes de Carvalho, foi convocado por Peña para prestar esclarecimentos.

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Lezcano também anunciou que o embaixador brasileiro no Paraguai participará da reunião com Peña e com o vice-presidente Pedro Alliana nesta sexta-feira (31/07).

Em seu relato sobre a ligação entre Lula e Peña, o chanceler paraguaio afirmou que os presidentes “conversaram sobre esse delicado assunto”, e enfatizou que o governo de Peña seguirá defendendo “os mais altos interesses do Paraguai em todas as instâncias”.

Peña e Lula durante cúpula do Mercosul em junho de 2026
Ricardo Stuckert / Presiência da República

Ademais, Lezcano revelou que o assunto também foi tratado entre ele e o chanceler brasileiro Mauro Vieira, durante o encontro entre ambos em Lima, quando aconteceu o evento de posse da nova presidente do Peru, Keiko Fujimori – cerimônia que contou com a presença de Peña, mas não de Lula, com a delegação brasileira sendo encabeçada justamente pelo ministro de Relações Exteriores.

A Guerra do Paraguai é conhecida no país vizinho como Guerra da Tríplice Aliança, já que o país vizinho enfrentou as forças reunidas de Brasil, Argentina e Uruguai, que derrubaram o governo nacionalista de Francisco Solano López e, segundo estudos históricos, teria provocado a morte de mais de 70% da população masculina paraguaia.

Com informações de ANSA.