Lula e líderes internacionais oferecem apoio à Venezuela após terremotos
EUA, Rússia, China, Cuba, Irã, México e vários países expressaram solidariedade ao povo venezuelano; estados do norte brasileiro também sentiram abalos sísmicos
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou solidariedade à Venezuela após os terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 atingirem o país nesta quarta-feira (24).
“Recebi a notícia, com grande preocupação e consternação, sobre os impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela nesta quarta-feira (24)”, afirmou o presidente, ao informar ter pedido “ao Ministério das Relações Exteriores que avalie, junto com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar.”
Lula também colocou o Brasil à disposição para colaborar “na recuperação das áreas afetadas deste país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência diante das adversidades.”
As declarações do mandatário brasileiro somam-se às manifestações de apoio enviadas por governos da América Latina e da Europa após o desastre natural, que deixou ao menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo o balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas.
O tremor também foi sentido em Manaus, no Amazonas; Belém e Santarém, no Pará; Macapá e Cutias, no Amapá; além de áreas do estado de Roraima. Não há registro de danos significativos ou vítimas em território brasileiro.
Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também manifestou solidariedade à Venezuela após os terremotos que atingiram o país. Em mensagem publicada na rede Truth Social, ele afirmou que “os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o maravilhoso povo da Venezuela são de enorme magnitude e deixaram um número devastador de vítimas fatais”.
O republicano também ofereceu ajuda norte-americana para enfrentar a emergência e declarou que os Estados Unidos estão “prontos, dispostos e aptos a ajudar” a nação sul-americana. Trump determinou uma mobilização imediata de seu governo para responder à crise. “Ordenei que todas as agências do nosso governo estejam preparadas para agir imediatamente”, afirmou.
O presidente norte-americano acrescentou que os Estados Unidos “estarão lá” para os “grandes novos amigos” da Venezuela, embora tenha alertado que “os relatórios preliminares não são bons”, referindo-se à dimensão dos danos provocados pelos terremotos.
Rússia, Índia e China
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também manifestou solidariedade ao país, em telegrama enviado à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. “Expressamos nossa solidariedade e apoio ao povo venezuelano, com quem compartilhamos uma relação de amizade, nestes tempos tão difíceis”, disse o líder russo.
Na mensagem, Putin pediu que Rodríguez levasse suas “mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas” e seus “votos de rápida recuperação a todos os afetados pelo desastre natural”, reiterando o apoio de Moscou ao povo venezuelano diante da emergência provocada pelos terremotos.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também se manifestou. Ele disse estar “profundamente entristecido” com a devastação causada pelos terremotos e afirmou que o país está preparado para prestar “toda a assistência possível” a Caracas.
Da China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, declarou que o país irá fornecer toda a ajuda necessária, conforme as demandas apresentadas pelo governo venezuelano.
América Latina
Do México, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou o envio de ajuda humanitária e equipes especializadas para apoiar as operações de resgate. “Nossa solidariedade ao povo da Venezuela”, escreveu a mandatária. Ela informou ter ordenado “a preparação da ajuda necessária. Por ora, eles solicitaram apoio com equipes especializadas de resgate e saúde”. “O México está e sempre estará presente para demonstrar solidariedade”, declarou.

Lula e líderes internacionais manifestam solidariedade à Venezuela após terremotos
Reprodução de vídeo / TeleSur X
O chanceler mexicano Roberto Velasco reforçou o posicionamento do governo mexicano. “Oferecemos à Venezuela toda a solidariedade e o apoio de que ela possa precisar. Hoje e sempre, estamos solidários com seu povo nestes tempos difíceis”, declarou.
Em Cuba, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, transmitiu condolências às vítimas e garantiu a mobilização das equipes médicas cubanas presentes na Venezuela. “Expresso profundas condolências e solidariedade ao Governo e ao povo irmão da República Bolivariana da Venezuela, pela perda de vidas e danos ocasionados pelo sismo”, disse. O chanceler acrescentou que “os colaboradores da saúde de Cuba ali presentes estão totalmente mobilizados e prestando serviços médicos à população afetada”.
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, também expressou solidariedade ao país vizinho. Em publicação na rede X, declarou que “em razão do terremoto que atingiu hoje a Venezuela, o Uruguai expressa sua solidariedade às autoridades e ao povo venezuelano.” Orsi acrescentou que seu governo acompanha a situação e está disposto a prestar auxílio: “acompanhamos com atenção a evolução da situação e reiteramos nossa disposição de colaborar no que o governo venezuelano considerar necessário.”
O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, colocou à disposição do país 300 socorristas e enviou 50 toneladas de equipamentos e medicamentos. O líder equatoriano Daniel Noboa enviou ajuda humanitária. Já a República Dominicana anunciou o deslocamento de equipes militares especializadas em busca e resgate. Chile, Argentina e Costa Rica também ofereceram apoio.
Europa
Na Europa, autoridades de diversos países também ofereceram apoio a Caracas. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse que está acompanhando “com atenção a evolução da situação”. “Expresso minha solidariedade à presidenta interina Delcy Rodríguez e o apoio da Itália ao povo venezuelano neste momento tão difícil”, declaração, ao anunciar que solicitará à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar ações emergenciais.
Já o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou “apoio ao povo venezuelano após o terremoto que atingiu o país”, expressando “solidariedade às vítimas, a seus entes queridos e aos que estão mobilizados no terreno”. Ele também anunciou o envio de ajuda humanitária a Caracas.
O ministério da Defesa da Espanha informou que 54 socorristas do exército estão prontos para responder aos terremotos em Caracas. Um contingente da unidade de emergências do Exército espanhol “combina o uso de cães de busca especialmente treinados e dispositivos específicos como câmeras de resgate ou geófones”, afirmou o ministério no X.
A Holanda, por sua vez, enviará uma equipe para a Venezuela e destinará cerca de 2 milhões de euros para o país, incluindo envio de socorristas, equipamentos e cães de busca. Bélgica e Portugal também manifestaram apoio às autoridades venezuelanas e colocaram seus mecanismos de assistência à disposição do país sul-americano.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou comunicado expressando “solidariedade a todos os venezuelanos após os devastadores terremotos da noite passada”. “Penso especialmente nas vítimas e em seus familiares. Estamos com vocês”, afirmou.
A chefe da agência de migração das Nações Unidas, Amy Pope, afirmou estar mobilizando urgentemente esforços para avaliar as necessidades de milhares de pessoas afetadas pelos terremotos. “Notícias comoventes da Venezuela, onde dois terremotos poderosos ocorreram em poucos momentos. Vidas perdidas, muitos feridos e comunidades afetadas. O apoio internacional rápido é fundamental para responder”, afirmou.
Irã, Paquistão, Turquia
O primeiro-ministro do Paquistão também expressou sua solidariedade. “Estou profundamente entristecido com a devastação e a perda de vidas causadas pelos terremotos na Venezuela. Em nome do povo do Paquistão, transmito nossas mais sinceras condolências ao governo e ao povo da Venezuela, especialmente às famílias das vítimas. Rezamos pelos feridos e permanecemos solidários com todos os afetados neste momento difícil e desafiador.”
Da Turquia, Recep Tayyip Erdogan também enviou uma mensagem de condolências à presidente interina da Venezuela. “Compartilho sinceramente da dor daqueles que perderam a vida nos dois terremotos que atingiram a Venezuela, e estendo minhas condolências e desejos de rápida recuperação ao povo e ao governo amigável da Venezuela”, escreveu no X.
O governo do Irã também manifestou solidariedade à Venezuela após os terremotos que atingiram o país. Em nota, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, anunciou que “o Irã está pronto para fornecer toda a assistência necessária às operações de socorro e resgate”.























