Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado (28/03) o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorre após a retirada do respaldo à política pelo governo chileno.

Em publicação na plataforma X, Lula destacou que o Brasil seguirá ao lado do México em defesa do nome da líder chilena para comandar o organismo internacional. “Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”, afirma o texto.

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“Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização, promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”, acrescentou o presidente Lula.

A candidatura de Bachelet foi formalizada em fevereiro deste ano como uma iniciativa conjunta entre Chile, Brasil e México, durante o governo do então presidente chileno Gabriel Boric.

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Reprodução X / @UNHumanRights

Apesar do revés, candidatura segue intacta

Nesta semana, no entanto, o presidente chileno José Antonio Kast anunciou a retirada do apoio à Bachelet, alegando falta de viabilidade política diante da dispersão de candidaturas na América Latina e divergências com atores-chave do processo.

A chancelaria chilena afirmou que o atual cenário eleitoral tornaria “inviável” o sucesso da candidatura, acrescentando que, caso Bachelet decida seguir na disputa, o país não apoiará nenhum outro candidato, classificando a decisão como um gesto de “respeito pessoal e institucional” à ex-presidente.

Após o revés, o gabinete de Michelle Bachelet informou que sua candidatura “segue intacta”. Em nota, a ex-presidente reafirmou seu compromisso com a cooperação internacional, a promoção da paz e a defesa dos direitos humanos, destacando que esses princípios orientam sua atuação independentemente das circunstâncias políticas.

Atualmente, a disputa pela Secretaria-Geral da ONU conta com cinco nomes. Além de Bachelet, concorrem o argentino Rafael Grossi, a também argentina Virginia Gama (indicada pelas Maldivas), a costarriquenha Rebeca Grynspan e o ex-presidente do Senegal Macky Sall. Entre os candidatos, a chilena é apontada como uma das mais experientes no sistema das Nações Unidas, tendo ocupado cargos de alto escalão na organização.