Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

Confederação Geral do Trabalho (CGT) , maior central sindical da Argentina, organizou, nesta quinta-feira (30/04), em Buenos Aires, uma marcha com o objetivo de comemorar o Dia do Trabalhador e expressar repúdio às políticas econômicas e trabalhistas impostas pelo governo do presidente argentino, Javier Milei.

Participou do ato o secretário-geral Cristian Jerónimo, que exigiu a retomada do pagamento de 78 mil pesos de um programa extinto pelo presidente argentino, cuja interrupção tem afetado diretamente 900 mil trabalhadores.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Os trabalhadores agora estão sendo pressionados a aceitar condições indignas em seus empregos, sem rede de proteção, e à mercê de uma lei que não só degrada o cotidiano no mundo do trabalho, como também prioriza os setores mais concentrados da economia”, afirmou.

O líder do Sindicato dos Caminhoneiros, Pablo Moyano, afirmou que a marcha realizada nesta tarde na Praça de Maio não deveria servir apenas para comemorar o Dia do Trabalhador, mas também para expressar indignação e rejeição à política econômica do governo nacional.

Mais lidas

Segundo o site El Destape, Moyano destacou que o aumento da inflação, do desemprego e o fechamento de empresas afetam a qualidade de vida das famílias trabalhadoras. Ainda segundo ele, “esse desastre econômico está sendo perpetrado pelo presidente e seus comparsas”.

“Quero que isso seja mais do que apenas uma marcha comemorativa; quero que tenha continuidade, que haja um plano de ação”, acrescentou.

Em relação à reforma trabalhista, o líder sindical expressou indignação com lideranças do peronismo que se alinham às políticas de Milei, criticando que os governadores se mostraram “traidores” e afirmando que serão responsabilizados quando prejudicarem os trabalhadores. Além disso, Moyano afirmou que “os governadores e o sistema judiciário prejudicaram os trabalhadores”, defendendo como única saída “ir às ruas”.

O que disse a CGT

O co-líder da CGT, Octavio Arguello, afirmou que “um país não pode ser livre e soberano retirando direitos e destruindo a economia e o consumo”, destacando que a população precisa “dizer basta a este governo corrupto e explorador”.

Além disso, Jerónimo enfatizou que os sindicatos não se reuniram na praça para “confrontar por confrontar”, mas sim para “impor um limite” ao governo Milei. “Estamos aqui para pôr um fim a este modelo que deixa milhares de argentinos para trás”, adicionou.

“A solução não está na especulação financeira, nem em deixar milhares de argentinos ao relento. A solução está no trabalho, na produção e no desenvolvimento, com um projeto nacional que inclua a todos”, concluiu o líder sindical.