Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Na noite de domingo (21/06) foram registradas manifestações em diversas partes da cidade de Bogotá, na Colômbia, em defesa da democracia, após a autoproclamação como presidente do candidato do Defensores da Pátria, Abelardo de la Espriella.

Diversos vídeos que circularam nas redes sociais mostram a paralisação da mobilidade em áreas importantes da capital devido ao descontentamento social, onde é possível observar bloqueios de ruas.

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O atual presidente, Gustavo Petro, pediu calma àqueles que discordam dos resultados das eleições.

“Não vamos cair na armadilha da violência e vamos permanecer unidos para que o país não retroceda. A paz é fundamental hoje”, declarou o presidente.

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Discurso de Abelardo de la Espriella

O político e empresário de extrema-direita, Abelardo de la Espriella, declarou: “Comparece perante vocês esta noite para anunciar a notícia mais importante da minha vida: o povo colombiano confiou-me a suprema honra de servi-lo como seu próximo presidente da república”.

Segundo os dados preliminares da contagem eleitoral, com 99,99% das urnas apuradas, De la Espriella obteve 49,66%, enquanto o candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, alcançou 48,70%; a margem entre os dois é de 0,96% e o resultado desta apuração preliminar não é oficial nem vinculativo.

Por outro lado, De la Espriella fez um juramento de “lealdade absoluta à Constituição” em seu discurso no monumento Ventana del Mundo, na zona industrial de Barranquilla.

“Juro protegê-la daqueles que procuram substituir o Estado de Direito pela tirania. E juro honrá-la contra aqueles que, usurpando o nome do povo, procuram privá-la de suas liberdades”, disse ele.

Ele também afirmou que governaria “para todos os colombianos”, não apenas para aqueles que votaram nele. “Não haverá vencedores nem perdedores, nem represálias, nem perseguições, porque em uma democracia não existem inimigos irreconciliáveis, apenas concidadãos que pensam diferente, mas que têm exatamente os mesmos direitos que nós.”

Os juízes e o CNE declaram o Presidente

A proclamação do próximo presidente é de responsabilidade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), por mandato constitucional. A partir desse momento, segundo o registrador, a decisão cabe aos juízes da Colômbia e à autoridade eleitoral.

Duas narrativas opostas permanecem. O partido no poder está empenhado em revisar cada seção eleitoral individualmente e aguardar a contagem final, enquanto o Registro Nacional afirma que a contagem é “impecável” e delega a decisão final às comissões e ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

O resultado dependerá da verificação de cada folha de apuração física e da decisão das autoridades eleitorais. O país aguarda este pronunciamento oficial, o único com autoridade para nomear o sucessor de Petro em 7 de agosto.