Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, visita o Equador nesta quarta-feira (09/09) para se reunir com o presidente Daniel Noboa e, depois de passar pela Colômbia, segue para o Peru, em um tour por três países latino-americanos.

Antes de seguir para Lima, onde se encontrará na quinta-feira (10/09) com a presidente eleita Keiko Fujimori, o governo norte-americano anunciou, nesta terça-feira (08/09), a adesão do Peru ao “Escudo das Américas” — iniciativa de Trump para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado, reunindo governos de direita alinhados a Washington.

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Em artigo publicado nos países visitados, Rubio afirmou que os governos unem esforços contra ameaças transnacionais, deu boas-vindas ao Peru no Escudo das Américas e classificou o país como “aliado extra-Otan”.

O Departamento de Estado ainda não divulgou uma agenda mais detalhada para a viagem, e afirmou que Rubio discutirá “a cooperação reforçada na luta conjunta contra o narcoterrorismo, que ameaça nosso hemisfério; e os benefícios de relações comerciais mais profundas entre nossos países”.

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A agenda ocorre em meio à onda de extrema direita na região, com líderes como Nasry Asfura (Honduras), Rodrigo Paz (Bolívia), Javier Milei (Argentina) e Nayib Bukele (El Salvador) — todos alinhados a Trump.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se com o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella
Foto: ABDELAESPRIELLA / X

Rubio chega à Colômbia

De la Espriella recebeu Rubio em Barranquilla na terça-feira (08/09) — primeira parada da viagem —, e o secretário afirmou que a visita visa “restaurar a relação natural” e inaugurar “uma nova fase de cooperação” após o afastamento durante o governo Petro.

Rubio e o chanceler Omar Bula assinaram dois memorandos: um para garantir cadeias de suprimentos de minerais críticos e terras raras, e outro sobre “cooperação estratégica civil em matéria nuclear” para uso pacífico da energia.

Após receber o secretário e antes de uma declaração conjunta, De la Espriella escreveu no X: “Este encontro de alto nível confirma, com fatos e absoluta determinação, que a aliança estratégica entre a Colômbia e os Estados Unidos está mais forte do que nunca”. Como também afirmou que a Colômbia quer se consolidar “como o principal parceiro de segurança hemisférico dos EUA” — pelo menos na América do Sul.

O presidente colombiano apresentou o “Plano Patriota do Século XXI” para modernizar equipamentos e disse que a Colômbia contribuirá com recursos próprios, mas precisa de apoio dos EUA, e enfatizou o compromisso de inaugurar a sede do Escudo das Américas em Medellín. De la Espriella afirmou que a Colômbia tem recursos estratégicos e que a diplomacia deve transformá-los em oportunidades para consolidar o país como “o melhor parceiro dos EUA”.

Dianta da visita de Rubio, a ONG Temblores condenou a cooperação de segurança com os EUA como inconstitucional, alertando que operações militares são acordadas sem controle constitucional.

Essa visita diplomática de alto nível reacendeu os alertas jurídicos levantados anteriormente pelo Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que declarou abertamente que o Executivo colombiano havia autorizado o destacamento de operações militares conjuntas em território nacional.

Em resposta a esses anúncios, a ONG Temblores apresentou uma petição urgente ao Conselho de Estado para determinar se o Governo Nacional havia cumprido a obrigação constitucional de consultar sobre a presença de forças estrangeiras.

“Antes de autorizar o trânsito de tropas estrangeiras pelo território nacional, o Governo deve consultar o Conselho de Estado. Não se trata de uma prerrogativa discricionária, mas sim de uma obrigação expressa estabelecida no artigo 237.3 da Constituição”, enfatizou o Conselho de Estado, segundo a ONG Temblores.

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