Terça-feira, 3 de março de 2026
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A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, revelou na sexta-feira (06/02) a extensão da ajuda humanitária que seu governo enviará a Cuba, em meio à crescente pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a ilha.

“Conversamos com o embaixador cubano no México (…) e estamos planejando enviar essa ajuda, se não neste fim de semana, no máximo até segunda-feira, e consiste principalmente em alimentos e alguns outros suprimentos que eles solicitaram”, declarou a presidente em uma coletiva de imprensa.

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Ela também afirmou que os esforços diplomáticos de seu governo para retomar os embarques de petróleo para Cuba estão em andamento. “Obviamente, não queremos sanções contra o México”, explicou, após relembrar as ameaças de tarifas de Trump contra países que vendem petróleo bruto para a ilha.

“Estamos nesse processo de diálogo e, por enquanto, a ajuda humanitária será enviada”, insistiu, alertando que, se necessário, conversará com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, embora, por ora, o contato com o governo mexicano seja feito por meio da embaixada da ilha no México.

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Na segunda-feira (02/02), Trump disse a repórteres que o México deixaria de enviar petróleo para Cuba, sem explicar por que acreditava que isso aconteceria. Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do México afirmou não ter informações sobre o assunto.

Cuba precisa importar combustível para dois terços de suas necessidades energéticas e enfrenta problemas crescentes de apagões e longas filas em postos de gasolina. As remessas de petróleo venezuelano para a ilha cessaram após o bloqueio imposto pelos EUA aos petroleiros venezuelanos em dezembro e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no início de janeiro, deixando o México como o maior fornecedor de Cuba.

Em coletiva realizada nesta quinta-feira (05/02), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou a disposição do seu governo em dialogar com os Estados Unidos, desde que ocorra “sem pré-condições, sem pressão e com base no respeito mútuo e na igualdade soberana entre os Estados”.

Díaz-Canel também declarou que a ilha socialista possui estratégias para ampliar o uso de suas próprias fontes de energia e reduzir a dependência de importações, em meio ao endurecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.

Ele enfatizou que a resposta do Estado cubano se baseia em uma estratégia abrangente para a transformação da matriz energética, que inclui: a recuperação da capacidade de geração de eletricidade, o uso de suas próprias fontes, o aumento das capacidades de armazenamento afetadas após o acidente na base de superpetroleiros de Matanzas, o aumento da produção nacional de petróleo bruto, a geração de eletricidade a partir do gás natural associado ao petróleo e o desenvolvimento de sua própria frota de navios.

(*) com RT em espanhol