Segunda-feira, 20 de abril de 2026
APOIE
Menu

Cuba recebeu nesta sexta-feira (13/03) o terceiro carregamento de ajuda humanitária do México, reafirmando o apoio do governo da presidenta Cláudia Sheinbaum e do povo mexicano diante da intensificação da crise que a ilha caribenha enfrenta devido ao bloqueio dos Estados Unidos.

Pelas redes sociais, o embaixador cubano no México, Eugenio Martínez Enríquez, confirmou a chegada de dois navios da Marinha mexicana. “Em sua terceira parada em Cuba este ano, o ARM Papaloapan e sua tripulação são confirmados como peças-chave na generosa ajuda prestada pelo governo e povo mexicanos a Cuba”, diz a publicação do embaixador.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“O navio ARM Huasteco e sua tripulação são outro ator fundamental na generosa contribuição do México e de seu povo ao povo cubano, transportando ajuda humanitária para Cuba de forma segura e rápida”, complementou Martínez, mencionando o segundo navio que aportou na ilha.

Ainda em fevereiro, o governo mexicano enviou um carregamento de 1.193 toneladas de ajuda humanitária a Cuba, com alimentos como feijão, leite em pó e outros alimentos. Outro carregamento, no mesmo mês, entregou 814 toneladas de alimentos básicos e produtos de higiene, também provenientes do México.

Mais lidas

Nesta sexta-feira, ao abordar a expulsão da missão diplomática cubana no Equador, o presidente Miguel Díaz-Canel destacou o papel do governo Sheinbaum como um exemplo de solidariedade latino-americana com Cuba.

“Um país que não cede à pressão e que mantém uma postura firme na defesa da nação caribenha no cenário internacional”, disse Díaz-Canel.

Também nesta sexta, Díaz-Canel, anunciou um mecanismo para investimentos estrangeiros no país, cujos detalhes serão dados na próxima semana. Ele confirmou que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos, em um momento de tensão entre Washington e Havana.

O mecanismo de, investimentos funcionará de duas maneiras. Quando um doador especifica o destinatário da sua contribuição, o governo trabalha em conjunto para priorizar instituições específicas — policlínicas, maternidades, lares para idosos, centros para crianças sem apoio familiar — e garante que a contribuição cumpra precisamente o objetivo acordado.

Sheinbaum afirmou estar apoiando o diálogo entre as nações. “O México continuará a apoiar o povo cubano de todas as formas possíveis, não apenas com ajuda humanitária, mas também porque nossa Constituição estabelece a autodeterminação dos povos, a ajuda solidária e a busca pela paz”, enfatizou a presidenta.

Navios saindo de Veracruz (México) rumo a Cuba com doações
Foto: Governo do México

Apoio recorrente

Claudia Sheinbaum tem enfatizado repetidamente que a ajuda a Cuba reflete a fraternidade que define a política externa mexicana. Além disso, a presidenta mexicana refutou as alegações de que Cuba estaria vendendo essas doações, afirmando que existem registros de que a ajuda chegou diretamente às residências do povo cubano.

O embaixador Martínez Enríquez também esclareceu que os produtos mexicanos encontrado em lojas correspondem a importações comerciais anteriores e não à ajuda humanitária atual.

“De forma alguma a solidariedade do povo irmão mexicano e a acolhida agradecida do povo cubano serão manchadas pela calúnia de veículos de comunicação cúmplices do crime que o bloqueio dos Estados Unidos representa contra o povo cubano”, afirmou o embaixador.

Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando Washington a impor tarifas sobre produtos de países que fornecem petróleo a Cuba, exacerbando assim o impacto de um bloqueio que já dura mais de 60 anos e que afetou gravemente a economia e o cotidiano do povo cubano.

“Nos últimos meses, as novas medidas desumanas do governo dos Estados Unidos privaram Cuba de combustível, afetando a capacidade de produção, os serviços básicos e as fontes de subsistência, com o objetivo de interferência, desestabilização e dominação”, destacou Martínez.