Terça-feira, 3 de março de 2026
APOIE
Menu

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, classificou como “muita injusta” a decisão de Washington de tarifar os países que vendem petróleo para Cuba. Em entrevista matinal, a mandatária mexicana reiterou a ação diplomática junto à Casa Branca e afirmou que seguirá cooperando com a ilha.

“É muito injusto impor tarifas àqueles que enviam petróleo para Cuba, e continuaremos a ajudar (a ilha) com vários tipos de ajuda humanitária”, afirmou Sheinbaum. Ela explicou que “a maior parte” do petróleo que o México enviou a Cuba foi “por meio de um contrato de compra, como com qualquer país do mundo, e a outra parte, por razões humanitárias”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Atualmente, os envios do combustível estão paralisados. Segundo a presidente, seu governo vem mantendo tratativas para restaurar plenamente o fluxo de fornecimento. Ela sublinhou que o governo mexicano segue “fazendo todos os esforços necessários para poder voltar a enviar petróleo, o que é muito necessário para o povo de Cuba“.

Disse também que isso “não terá efeitos negativos sobre o povo do México”, salientando que a prioridade é atender às necessidades energéticas da ilha. “Devemos sempre buscar soluções pacíficas que não causem sofrimento ao povo”, acrescentou, ao garantir: “diplomaticamente, como sempre, encontraremos a melhor maneira para Cuba receber o combustível”.

Mais lidas

México reitera ação diplomática para retomar envio de petróleo a Cuba
Eneas De Troya/ Flickr

‘Povo não pode ser prejudicado’

Durante a entrevista, Sheinbaum anunciou um novo carregamento de ajuda humanitária, previsto para os próximos dias. Ela reiterou que o México não pode fechar os olhos para a realidade vivida pelos cubanos.

“Pode-se concordar ou discordar do regime do governo cubano, mas o povo jamais deve ser prejudicado”, disse, ao reafirmar a disposição de atuar como ponte entre as partes, evocando o princípio tradicional da política externa mexicana de respeito à autodeterminação.

Sheinbaum também reagiu às críticas da oposição ao seu governo, que teme possíveis reflexos nas negociações por parte do governo Trump. Em vez de agirem como “pássaros da desgraça”, os adversários deveriam somar esforços à tradição de solidariedade mexicana para com a ilha, disse.