Sábado, 5 de setembro de 2026
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Uma pesquisa realizada pela consultora Equipo Mide, publicada neste domingo (30/08), mostra que o governo de Javier Milei acumula uma rejeição de mais de 70% em Buenos Aires, principal centro urbano da Argentina.

Apesar de o índice a nível nacional ser menos alarmante que em medições anteriores, esse novo estudo mostrou dados preocupantes na capital do país, a Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA), onde a rejeição ao governo de extrema direita alcançou os 72%.

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Logo atrás fica a Província de Buenos Aires, que representa a região periférica da capital e possui uma quantidade maior de eleitores – é o principal colégio eleitoral do país. Nessa província, a rejeição a Milei é de 71%.

A nível nacional, Milei tem uma desaprovação de 58%, dos quais 43% classificam seu governo como “muito ruim” e 15% como apenas “ruim”.

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Por outro lado, os que apoiam o governo são 38%. Entre eles, 14% o definem como “muito bom” e 24% como apenas “bom”.

Outras pesquisas, realizadas entre abril e agosto deste ano, já mostraram cenários piores para Milei, com índices de rejeição a nível nacional superando a marca de 60%.

Direção errada

Outro dado da pesquisa que é preocupante para a Casa Rosada é o fato de que 33% dos que votaram em Milei nas eleições de 2023 (um terço do que se considera seu eleitorado inicial) agora dizer que o governo da Argentina está indo na direção errada. Entre os que disseram votar no candidato peronista Sergio Massa em 2023, esse número é de 97%.

Rejeição a Milei tem crescido inclusive entre quem votou nele em 2023
Casa Branca

No recorte socioeconômico, a rejeição a Milei é menor na classe média, onde 54% acredita que a Argentina está indo na direção errada. Entre os que são considerados classe alta, essa rejeição é de 66%, enquanto entre a classe baixa é de 69%.

Diante da pergunta sobre as capacidades de Milei para tirar o país da crise, 58% dos participantes afirmaram que o presidente não sabe como lidar com os problemas do país.

Outros 29% afirmam que o mandatário saber como solucionar a crise na Argentina, mas precisa de mais tempo para que suas mudanças surtam efeito. Já outros 13% dizem que Milei está tentando resolver os problemas, mas “o sistema” o impede de alcançar suas metas.

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